14/06/2020 às 15h44min - Atualizada em 14/06/2020 às 15h44min

Coluna - Vivian Soares

O Menino Que Descobriu O Vento

Por Vivian Soares
Vivian Soares. Foto:Arquivo Pessoal.
A impressionante história real de William Kamkwamba, que com sua força de vontade e capacidade de enxergar além, conseguiu mudar a vida de toda a sua comunidade para sempre.

A narrativa acompanha Willliam (Maxwell Simba) em seus 13 anos de idade. Morador de um país africano chamado Malawi, o menino via a série de dificuldades que cerceavam o país e, por conseguinte, sua família no ano de 2001. Filho de dois produtores rurais, no menino se concretizava toda a esperança da família de um futuro melhor, e por isso ele foi mandado para a escola, local em que se apaixonou pelo conhecimento. Após um período de chuvas fortes seguido de uma seca, todo o meio agrícola foi comprometido, bem como a renda da família. Vendo isso, munido apenas de sua força de vontade e seu intelecto, o garoto teve uma ideia brilhante para salvar a sua e todas as outras famílias dependentes da agricultura de uma vez só, e com isso, conseguiu mudar suas vidas.

O fato de ser baseado em uma história real ajuda a criar mais empatia com todos os acontecimentos e se compadecer de situações revoltantes que ocorreram na vida do garoto e de seu círculo no geral. Fome, miséria, opressão. Tudo isso sem tirar o enfoque da importância poderosa e transformadora da educação na vida de uma pessoa, que pode criar esperança nos lugares mais inóspitos. 

É emocionante, arrebatadoramente forte e acima de tudo, exala esperança do começo ao fim.



O Estranho Que Nós Amamos
 
Misturando drama de guerra e post-horror, a readaptação do filme de 1971 é sombria, intrigante e se vale de um elemento invulgar para criar sua atmosfera de suspense: A tensão sexual. 

O plot da história é praticamente o mesmo da primeira versão, de Don Siegel: Um cabo ferido da Guerra Civil Americana encontra refúgio em uma escola de meninas em território inimigo, que logo deixam o medo de lado para dar lugar a sentimentos muito mais carnais. Entretanto, a versão de Sofia Coppola vai a uma direção totalmente oposta, e traz o enfoque às mulheres da casa, não à sexualidade como um todo. Ao longo do filme, a diretora consuma sua empatia ao retratar a atmosfera de repressão sexual imposta às mulheres da época, e no quão arrebatadora a tensão sexual que esse ambiente propiciou é, levando as meninas a seu lado mais extremo.

O filme, que começa com cenas mais calmas e pacíficas, aos poucos vai se tornando algo muito mais lúgubre e selvagem, reduzindo as pessoas a um estado de vileza estranhamente natural. É o tipo de história que caminha por diversas nuances diferentes e consegue atingir a grandeza através de verdades perturbadoras sobre a psique humana. 

Uma narrativa provocante, misteriosa e sinistra, com um plot twist realmente inimaginável. ‘’O Estranho Que Nós Amamos’’ vale cada minuto.


Vivian Soares 
Crítica de cinema e estudante
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