01/05/2021 às 22h21min - Atualizada em 01/05/2021 às 22h21min

Marcos Reategui

Marcos Reátegui Advogado, ex-procurador geral do estado, ex-deputado federal, atual delegado da Polícia Federal. Foto:Arquivo Pessoal
O AMAPÁ, PROJETADO PARA SER UM PARAÍSO, HOJE NÃO É EXATAMENTE ISSO. O PROVO DEIXOU DE FAZER SUA PARTE, INFELIZMENTE, PORQUE VENDE SEU VOTO.

“A afirmação de que ‘tudo o que o político faz é obrigação’ é a frase mais cínica e corrupta do eleitor que quer vender seu voto e tenta justificar sua atitude abrindo mão de avaliar o trabalho desenvolvido pelos políticos”. Marcos Reátegui de Souza
Conheça mais sobre o trabalho que desenvolvi, como parlamentar, na página /DepMarcosReategui do facebook. Contribuições e questionamentos serão recebidos através do e-mail reategui1@yahoo.com.br

•    Este ano de 2020 escrevi nesta página sobre assuntos diversos. Na construção dos textos ficaram evidenciadas ações no interesse e contra o interesse da sociedade e que a maioria delas nasce de ações praticadas pelos eleitos pelo voto popular. Desse modo, surge uma constatação inequívoca: seja para o bem ou para o mal da sociedade, as ações decorrem de decisão daqueles que a sociedade elege para representá-la.

•    Nada obstante os eleitos não sejam os únicos a exercer a governança do País, uma vez que Membros dos MP’s, Judiciários, Tribunais de Contas e Defensorias Públicas também participem, os membros do Poder Legislativo e do Poder Executivo (eleitos) tem papel fundamental no processo.

•    De fato, o Legislativo (Federal, Estadual e Municipal) elabora as normas, ou seja, estabelece as regras que disciplinam as relações entre as pessoas naturais e jurídicas, sejam de direito privado ou público. Por sua vez, o Executivo (Federal, Estadual e Municipal) administra o dinheiro público, aplicando-o, de acordo com o que ficar estabelecido pelo Legislativo na Lei Orçamentária Anual. Assim, os problemas e soluções dos direitos e interesses do povo dependem muito da ação dos representantes eleitos pelo voto popular.

•    Nesse contexto, como compreender um fenômeno eleitoral do povo comercializar seu instrumento de cidadania? Como compreender que aqueles que são vítimas da insuficiência de oferta de saúde, de educação, de oportunidade de trabalho e de segurança pública abram mão de fazer a escolha de quem seja mais qualificado para o cargo, mais comprometido com a sociedade e que apresente a melhor plataforma de ações ou melhor programa de governo e comercialize seu voto, recebendo em troca cargos, materiais e mesmo dinheiro?

•    Buscando respostas, ouvi várias explicações. Mas, preponderou a seguinte: por não ter como saber se o candidato irá cumprir o que prometeu o eleitor assegura a vantagem pessoal antes da eleição, qual seja, negocia  voto. Nada mais absurdo. Mas, foi a resposta da maioria.

•    Os cabos eleitorais criam frases que o eleitor repete sem raciocinar, para depreciar as realizações dos eleitos e “nivelar” por baixo os políticos, fazendo parecer que todos são iguais. Exemplo disso é a famosa afirmação “tudo o que o político faz é obrigação”. É a frase mais cínica e corrupta do eleitor que quer vender seu voto e tenta justificar sua atitude abrindo mão de avaliar o trabalho desenvolvido pelos políticos.

•    Contudo, há esperança. A compreensão de que a governança está nas mãos de eleitos, e de outros, e que os eleitos podem ser mudados através do processo de escolha popular a cada 4 ou 8 anos (senadores), aliada ao sofrimento, dor física e psicológico causada pela morte de parentes e amigos está gerando revolta e tornando evidente que a política praticada não é mais suportável. Os Sans-culottes do Amapá irão derrubar o Setentrião e adjacências…através do voto. É questão de tempo! Eu não pagaria para ver!
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