21/06/2020 às 07h00min - Atualizada em 21/06/2020 às 07h00min

Poucas e Boas

Ranolfo Gato. Foto: Arquivo Pessoal.
SUGESTÕES 
O Tribunal Superior Eleitoral abriu consulta pública sobre os impactos da pandemia de Covid-19 nas eleições municipais de 2020. Entidades da sociedade civil, órgãos públicos, associações e quaisquer grupos interessados poderão enviar contribuições por meio do site do tribunal até o dia 30. Ao preencher o formulário eletrônico, o interessado deverá fazer um resumo histórico sobre a entidade que representa e anexar a manifestação por escrito, que poderá tratar sobre a convocação de mesários, realização das convenções partidárias, propaganda eleitoral, organização dos locais de votação, prestação de contas dos candidatos e diplomação dos eleitos.

DISCUSSÃO 
As sugestões serão analisadas por comitê um formado por diversas áreas do TSE, que vai elaborar um relatório final até 15 de julho de 2020. Inicialmente, as eleições municipais estavam previstas para o dia 4 de outubro. No entanto, devido à disseminação da covid-19, o Congresso Nacional decidiu discutir a mudança por causa do avanço da pandemia do novo coronavírus no país. A Proposta de Emenda à Constituição 18/2020, de autoria do senador Randolfe Rodrigues do Amapá, de adiamento das eleições municipais será discutida e votada nesta semana. 

DEFINIÇÃO 
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para esta semana a votação da Proposta de Emenda à Constituição nº 18/2020, que trata do adiamento das eleições municipais, previstas para outubro deste ano. O Congresso Nacional começou a discutir o tema, considerando a resiliência do novo coronavírus, causador da covid-19. Especialistas da área médica ouvidos pelos senadores estimam um achatamento da curva de contaminação no mês de setembro.Davi afirmou que na terça-feira, será discutido o substitutivo do senador Weverton Rocha para votação em primeiro e segundo turnos, para garantir os prazos já estabelecidos, de segurança jurídica para o fortalecimento da democracia com as eleições ainda neste ano”. 

PREOCUPAÇÃO 
O primeiro turno das eleições estava marcado para o dia 4 de outubro. Com a pandemia, os congressistas passaram a ter uma preocupação maior, não apenas com o contágio mas também com a data da ida da população às urnas, de acordo com o calendário eleitoral. Isso compreende a realização das convenções partidárias e a própria campanha em si. É nesse momento que os candidatos precisam ter contato com os eleitores, conversando nas ruas e ouvindo as demandas da população. Com esse contexto, a participação dos candidatos que têm mais de 60 anos é um dos pontos que mais preocupam, já que os idosos são os mais vulneráveis à covid-19.

INFORMAÇÃO 
O Facebook e o WhatsApp são as principais plataformas de difusão de conteúdos falsos, segundo o Relatório de Notícias Digitais 2020 do Instituto Reuters, considerado o mais importante estudo mundial sobre jornalismo e novas tecnologias. Entre os ouvidos, 29% manifestaram preocupação com a difusão de desinformação nas redes sociais Facebook, 6% no Youtube e 5% no Twitter. Entre as fontes de desinformação, a mais indicada foi os políticos (40%), nos Estados Unidos, Brasil e Filipinas. Em seguida vêm ativistas (14%), jornalistas (13%), cidadãos (13%) e governos estrangeiros (10%).

NÚMEROS 
O Facebook foi a rede social mais apontada nas Filipinas com 47%, em seguida Estados Unidos com 35% e Quênia com 29%, entre outros países. No Brasil, o Whatsapp foi mencionado como principal local por onde mensagens falsas são disparadas com 35%, enquanto o Facebook é o segundo canal mais citado com 24%. O Youtube é objeto de maior preocupação na Coreia do Sul, enquanto o Twitter ocupou essa posição no Japão. O Brasil foi o país onde esse receio apareceu de forma mais presente (84%), seguido do Quênia (76%) e da África do Sul (72%).

AUMENTO 
O preço da gasolina vendida nas refinarias da Petrobras foi reajustado em 5% na média a partir deste final de semana. O anúncio foi feito pela companhia que também divulgou aumento médio de 8% para o diesel vendido às distribuidoras. Essa é a terceira vez que a gasolina tem o preço reajustado em junho. De acordo com a Petrobras, o produto abastece, cerca de 60% dos veículos de passeio no Brasil. Já o diesel tem a primeira alta do mês, devido o seu consumo automotivo se restringir ao setor agrícola e de transporte rodoviário, de muito importância para a economia do país.

ÍNDICES 
Com o reajuste de 8%, que representa R$ 0,12 por litro, o preço médio do diesel da Petrobras para as distribuidoras passou a ser de R$ 1,63 por litro. No acumulado do ano, a redução do preço é de 30,2%. Na gasolina, o preço médio da Petrobras para as distribuidoras passou a ser de R$ 1,53 por litro, considerando a alta de 5%, ou R$ 0,07 por litro. No acumulado do ano, o produto tem queda de 20,2% no preço. Pelos dados da Estatal em 2020, a gasolina teve 19 reajustes sendo 7 aumentos e 12 reduções de preços, enquanto para o diesel foram 14, 3 elevações e 11 quedas de preços.

RECOMENDAÇÕES 
O Ministério da Saúde publicou portaria com orientações para a retomada de atividades no contexto da pandemia do novo coronavírus. A norma consolida recomendações e acrescenta outras para “prevenção, controle e mitigação da transmissão da Covid-19”. As indicações, não tiram a prerrogativa dos estados e municípios de definir as medidas de distanciamento social, mas servem como complemento. A portaria destaca, que governos e prefeituras mantenham distância de pelo menos um metro em ambientes, e coloca exceções “de atendimento", para quem precisa de cuidados especiais, como idosos, crianças e pessoas com deficiência.

PORTARIA 
A publicação destaca a importância de ações: distanciamento social, mas afirma que a retomada das atividades e o convívio social são também fatores de promoção da saúde mental, "uma vez que o confinamento, o medo do adoecimento, perda de pessoas e a diminuição da renda, são efeitos colaterais da pandemia pelo SARS-COV-2 e têm produzido adoecimento mental". De acordo com a norma, a abertura deve ser feita de forma “segura, gradativa, planejada, regionalizada, monitorada e dinâmica, considerando cada setor e territórios, de forma a preservar a saúde e a vida das pessoas”. 

REFUGIADOS 
O número de pessoas no mundo em deslocamento forçado, causado por guerras, conflitos e perseguições, atingiu um patamar sem precedentes no final de 2019: 79,5 milhões ou 1% da população mundial. Em 2010, esse número era 41 milhões, segundo dados do relatório Tendências Globais, da Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados. Segundo o documento, dos 79,5 milhões de pessoas deslocadas, 45,7 milhões tiveram que fugir para outras regiões do seu países, 29,6 milhões são reconhecidas como refugiadas fora do país e 4,2 milhões aguardam reconhecimento de refúgio. 

ABSURDO 
De acordo con dados da Acnur, o número de crianças deslocadas é de 34 milhões, equiparável à populações da Austrália, Dinamarca e Mongólia juntas. Segundo a agência da ONU, o forte aumento no número de deslocados, de 41 milhões em 2010 para 79,5 no final de 2019, cerca de 93,9%, está relacionado principalmente aos deslocamentos que ocorreram em 2019, na República Democrática do Congo, na região do Sahel, no Iêmen e na Síria – que entrou em seu décimo ano de conflito e contabiliza, 13,2 milhões de pessoas refugiadas, solicitantes da condição de refugiado ou pessoas deslocadas, totalizando um sexto dos deslocados no mundo.


Ranolfo Gato
Jornalista, radialista, comentarista esportivo, apresentador, ex-vereador, bacharel em turismo. 
 
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