31/07/2021 às 15h41min - Atualizada em 31/07/2021 às 15h41min

Uma cúpula na contramão da história

A ignorância da história da sobrevivência e evolução da humanidade impulsionam as ações da ONU

Gil Reis ​ Consultor em Agronegócio Foto:Arquivo Pessoal.

Não é de hoje que venho alertando a todos sobre as ações da União Europeia, aliada à ONU, através de ONGs ambientalistas contra a nossa cadeia alimentar. Enquanto os cidadãos decentes de nosso país continuam trabalhando para a superação das consequências da “malfadada pandemia” completamente alheios à “teia de aranha” que vem sendo tecida nos corredores da Organização das Nações Unidas – ONU para enredar a todos. 

Nos corredores da ONU vem sendo tramado um golpe mortal contra a humanidade, mais especificamente contra os hábitos alimentares das populações do nosso sofrido planeta. A vítima do golpe tem nome e endereço – a proteína animal, a carne. Foi esquecida completa e propositalmente que a base da sobrevivência e evolução da espécie humana milenarmente sempre foi o consumo da proteína animal. A base teórica utilizada para alimentar a conspiração mundial é a tese de que a criação dos animais de produção é o grande emissor de gases de efeito estufa, o maior ataque se dirige ao gado bovino e seu processo ruminal.

As origens do que está ocorrendo hoje remonta aos idos de 1988. Sob a inspiração do “discurso ambiental” do ex vice presidente americano Al Gore a ONU Meio Ambiente (então PNUMA) e a Organização Meteorológica Mundial (OMM) se uniram para criar o Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC), que se tornou a fonte proeminente para a informação científica relacionada às mudanças climáticas. Estava criado o “tumor maligno” que ao longo de décadas desenvolveu metástase contaminando o mundo inteiro.

O golpe mortal deverá ser desferido na Cúpula dos Sistemas Alimentares (Food Systems Summit, ou FSS, na sigla em inglês) que será realizada em setembro de 2021, durante a semana de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas. A Cúpula foi convocada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Antônio Guterres, no contexto da Década de Ação para alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável até 2030. A Cúpula é composta por representantes da academia, setor privado e ONGs. O evento pretende acelerar esforços em prol do cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável por meio da transformação dos sistemas alimentares rumo à sustentabilidade.

Pasmem todos, a Representante Especial escolhida por António Guterres foi Agnes Kalibata, cuja função na Cúpula consiste em liderar, divulgar, direcionar e orientar os principais líderes e integrantes da Cúpula. Agnes Kalibata que atuou como Ministra da Agricultura e Recursos Animais de Ruanda, desde 2014 é Presidente da Aliança por uma Revolução Verde na África (AGRA), instituição financiada pela organização Bill e Melinda Gates, título responsável por diversas críticas (principalmente por organizações da sociedade civil e de pequenos produtores) à sua nomeação para a liderança da Cúpula. Esta informação nos remete ao que dizia a autora de romances policiais Agatha Christie – “siga o dinheiro”.

Tudo se baseia nas alterações climáticas que são reais, todavia, as causas são creditadas inteiramente ao modo de vida dos seres humanos e lamentavelmente algumas pessoas e empresas brasileiras vem apoiando a postura da ONU. Os cientistas e as ONGs que alimentam os argumentos da ONU descartam completamente os ciclos do nosso planeta, os lunares e as catástrofes naturais. Jonathan Amos - Correspondente de ciência da BBC, em artigo publicado em 11/05/2020, informa sobre a mudança do polo norte magnético:

“O deslocamento foi tão rápido que tem obrigado os cientistas a fazer atualizações mais frequentes nos sistemas de navegação por GPS, incluindo aqueles que são usados nos mapas dos smartphones. A equipe, liderada pela Universidade de Leeds, na Inglaterra, diz que o comportamento é explicado pela competição entre duas massas magnéticas no núcleo externo da Terra. Mudanças nos fluxos de material derretido no interior do planeta têm alterado a força das áreas de fluxo magnético negativo”.

Paralelamente Bill Nelson da NASA, falando sobre as alterações na órbita lunar, alerta:

“As regiões próximas ao nível do mar sofrem com o aumento de inundações e estão cada vez mais em risco: a situação só vai piorar. A combinação da atração gravitacional da Lua, aumento do nível do mar e mudança climática continuará a agravar as inundações costeiras em nossas costas e em todo o mundo”.

No final do séc. XIX ocorreu uma grande seca que ceifou a vida de mais de 30 milhões de habitantes no mundo. A tragédia, sem a interferência humana, foi causada por 4 fatores aleatórios ocorridos simultaneamente, o pior El Niño que se tem notícia, a redução de temperatura do Oceano Pacifico tropical, o aquecimento das águas do Atlântico norte e a oscilação das temperaturas do Oceano Índico.
Então vejamos, a Cúpula dos Sistemas Alimentares, na contramão da história, pretende erradicar o consumo da proteína animal que possibilitou a sobrevivência e a evolução dos seres humanos na face do planeta para evitar o aquecimento global e as alterações climáticas, numa clara postura ignorante e suicida. A ideia é substituí-la por proteínas com origem no “plant based”, o que é uma verdadeira insanidade.

A prestigiosa revista científica Nature publicou em um artigo assinado por Daniel Azevedo Duarte, no início deste mês, um estudo que mostra uma diferença de 90% entre os plant based e as proteínas de origem animal no metabolismo nutricional de humanos. 
 
Toda essa campanha contra as proteínas animais usando como argumentos o aquecimento global e as mudanças climáticas lembram muito a utilização, no passado, dos eclipses solares para controlar a mor parte da população que desconhecia que se tratava de um fenômeno natural. Assustar as pessoas sempre foi uma estratégia bem sucedida como instrumento de poder. Naturalmente não estou negando a necessidade proteção do meio ambiente, até mesmo a sua recuperação, por motivos alheios aos difundidos pelos ambientalistas. Os produtores rurais precisam de um meio ambiente bem conservado e, algumas vezes, corrigido e recuperado. 

Não consigo ver nenhum trabalho científico destinado a orientar como deveremos nos proteger e a nossa produção das inevitáveis mudanças climáticas, o que é muito grave. Sempre encarei com muita cautela determinadas teses científicas, porquanto, minha memória me remete ao século XX onde os cientistas desenvolveram as armas nucleares e realizaram milhares de testes na superfície, na atmosfera e no subsolo do planeta. Tais luminares e suas terríveis experiências para provocar a morte jamais foram acusados de promover o aquecimento global e as mudanças climáticas, enquanto os que trabalham para sustentar a vida são perseguidos.
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