12/09/2021 às 01h06min - Atualizada em 12/09/2021 às 01h06min

“O índice de suicídio no Amapá induz a necessidade de discutir mais abertamente a questão”

Cacá Oliveira ​Publicitário, radialista, comunicador, escritor e Diretor Regional/Norte da Associação dos Profissionais de Propaganda / APP – Brasil. Foto: Arquivo Pessoal
O Estado Amapá mesmo antes da Pandemia já se fazia presente entre os estados com alto índice de suicídios, e com a chegada da pandemia de Coronavírus, com a grave doença Covid – 19 que levou a óbitos muitos brasileiros, também trouxe as incertezas, o medo, a depressão, angústias, desemprego, isolamento e foram tantos problemas que cada família viveu e vive.

O certo é que todo este ambiente e situações potencializaram e explodiram os números de casos de depressão e transtornos, principalmente entre jovens. Contudo, dados da Superintendência de Vigilância em Saúde do Amapá (SVS) revelam que o índice continua alto em relação ao restante do País, Macapá concentra 68% dos óbitos de todo o Estado com predominância de homens. 
Os transtornos seriam uma epidemia silenciosa afetando o Amapá muito antes da COVID-19, com depressão e ansiedade listadas como duas das principais causas de incapacidade?

É preciso que estudiosos da área se debrucem sobre a questão, pois um dado assustador é que o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos, de acordo com a Organização Pan Americana de Saúde.

 E este é um tema que precisa ser abordado numa magnitude muito maior e debatido, porque está cada vez mais presente na sociedade e algo precisa ser feito não apenas Políticas de saúde sobre sequelas da Covid – 19 entre outras, mas o resgate de algo na base da estrutura da sociedade em seu primeiro núcleo, seja qual for o formato. Buscar ajuda é fundamental.

Diante de dados tão alarmantes toda Campanha de Prevenção deve acontecer em massa, de forma efetiva e contínua, e estratégias amplas multisetoriais cada vez mais ofertadas, a atenção a saúde mental, pois que é provável que o número de profissionais ainda seja insipiente frente as diversas demandas da saúde. Propor diálogos e falar sobre esses processos de caráter destrutivos e que podem resultar na morte trazem benefícios e auxiliam na prevenção do suicídio em nossos jovens.

No entanto, não é somente quando o fato acontece do seu lado é que você irá estabelecer um olhar mais especial a está situação que se move sorrateiramente sobre nossos jovens. Famílias, amigos olhem mais atentamente aos nossos jovens, há um inimigo invisível, mesmo com ampliação de escuta nos canais oficiais, ainda assim é preciso alcançar a todos, o acolhimento é muito importante é precisa chegar antes. Mostrar-se disponível para acolher e ajudar a quem precisa é essencial mediante situações delicadas desta natureza. 

Se você conhece alguém nessa situação, não espere a evolução do quadro: busque ajuda quanto antes e veja as melhores formas de conter problemas graves como a ideação suicida.



Cacá Oliveira
Publicitário, radialista, comunicador, escritor e Diretor Regional/Norte da
Associação dos Profissionais de Propaganda / APP – Brasil.
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