04/12/2021 às 18h00min - Atualizada em 04/12/2021 às 18h00min

Fim do mundo

Agora somente nos resta aguardar o fim do mundo pela 177° vez.

 
Os leitores dos meus artigos já perceberam a minha ânsia de conhecimentos e a busca constante de fontes de informações confiáveis. Pois bem, diante da divulgação constante pela grande mídia de que os seres humanos destruiriam a viabilidade de toda e qualquer vida orgânica na superfície do nosso querido planetinha me despertou a enorme curiosidade de conhecer as previsões semelhantes já feitas no passado. Na busca encontrei um número imenso de obras que não teria o tempo de vida necessário de lê-las, além do custo inviável.
 
Resolvi usar o ‘tio Google’ e acessar a Wikipédia, pasmem todos, as previsões do fim do mundo do IPCC não as únicas ou as mais terríveis. Vejamos o resultado da pesquisa.
 
Lista de datas previstas para eventos apocalípticos. É uma lista de datas previstas, por indivíduos ou grupos notáveis, para eventos que resultariam na extinção da humanidade, no colapso massivo ou total da civilização, na destruição do planeta.
 
É absolutamente impossível transcrever todas as previsões em um único artigo, porém, posso afirmar que encontrei 176 previsões apocalípticas a partir do ano de 66 DC, das quais 74 no século XX e 19 neste nosso século. Claro que nenhuma com repercussões tão grandes quanto as do IPCC. Preciso, ainda, esclarecer que grande parte das previsões tinham apoio da ciência dita oficial ou da religião dominante e também de outras religiões. Até o momento que nada aconteceu eram consideradas como verdadeiras e apavorantes. Nas épocas as expectativa do fim do mundo atingiram seus objetivos. Portanto vou me limitar as previsões futuras de fim do mundo. 
 
As previsões do IPCC apontam 2100 DC como o ano onde as catástrofes eliminariam o restante da vida que sobreviveu até lá. A ciência respeitada e não terrorista tem, também, as suas previsões feitas para o futuro, vejamos:
 
Nick Bostrom – em 500.000 anos a Terra será provavelmente atingida por um asteroide de 1 km de diâmetro durante este período, partindo do pressuposto que tal impacto não pode ser evitado. Bostrom escreve que "Para causar a extinção da vida humana, o corpo teria que ter mais que 1 km de diâmetro (e provavelmente 1–10 km)".
 
Sociedade Geológica de Londres – em 1 milhão de anos a Terra sofrerá, provavelmente, uma erupção supervulcânica forte o suficiente para ejetar 3.200 km3 de magma, evento comparável à supererupção do Toba de 75.000 anos atrás.
 
Stephen A. Nelson – em 100 milhões de anos a Terra será provavelmente atingida por um asteroide de um diâmetro de 10–15 km (tamanho comparável ao que causou a Extinção do Cretáceo-Paleogeno que extinguiu os dinossauros há 66 milhões de anos), partindo do pressuposto que tal evento não pode ser evitado.
 
James Kasting – em 500 milhões de anos o nível de dióxido de carbono na atmosfera cairá drasticamente, tornando a Terra inabitável.
 
Anne Minard – em 500–600 milhões de anos é o tempo estimado até que ocorra uma erupção de raios gama ou uma supernova massiva e hiperenergética a menos de 6.500 anos-luz da Terra, o que é perto o suficiente para seus raios afetarem a camada de ozônio e causarem uma potencial extinção em massa. Esta previsão parte do pressuposto de que uma explosão anterior similar a esta causou a extinção do Ordoviciano-Siluriano. No entanto, a supernova teria que estar orientada precisamente em relação à Terra para ter qualquer efeito negativo.
 
Diversos autores – em 1–5 bilhões é o fim estimado da atual fase de desenvolvimento do Sol, depois da qual ele se expandirá até se transformar numa gigante vermelha, engolindo ou pulverizando a Terra no processo, ocorrerá por torno de cinco bilhões de anos no futuro. No entanto, à medida que o Sol for ficando mais quente (através de milhões de anos), as temperaturas na Terra também aumentarão, o que poderá ameaçar a vida no planeta dentro de um bilhão de anos.
 
S. Franck, C. Bounama, W. Von Bloh – em 1,3 bilhões de anos é o tempo estimado que toda a vida eucariótica morrerá por falta de dióxido de carbono e apenas procariontes sobreviverão.
 
David Powell – em 7.59 bilhões de anos é a previsão que a Terra e a Lua serão destruídas pela expansão do Sol, pouco antes do Sol atingir o ápice de sua fase de gigante vermelha e um raio máximo 256 vezes o valor atual. Antes da colisão final, a Lua poderá cair em espiral abaixo do limite de Roche da Terra, quebrando-se em um anel de detritos, a maioria dos quais cairá sobre o que restar da Terra.
 
Diversos autores – em 22 bilhões de anos é a previsão do fim do universo no cenário do Big Rip, presumindo um modelo de energia escura com w = −1,5. Observações de velocidades de aglomerados de galáxias pelo observatório de raios-X Chandra sugerem que o valor real de w é ~-0,991, o que significa que o Big Rip não irá ocorrer.
 
Diversos autores – em 10 duotringitilhões de anos é a previsão da morte térmica do universo. Trata-se de uma teoria científica que prevê uma diminuição universo a um estado onde não há energia livre termodinâmica, o que o tornaria incapaz de sustentar movimento e vida.
 
Aterrorizantes e apavorantes as previsões, não acham? Perceberam que são cientistas sérios que fazem, única e exclusivamente, previsões baseadas nos conhecimento científicos de hoje e décadas de estudos sérios? Em momento algum mobilizaram a grande mídia em busca de protagonismo, fizeram meras previsões apesar de todo o instrumental disponível e em momento algum afirmaram definitivamente ou garantiram os acontecimentos futuros. 
 
Completamente diferente do grupo de cientistas que respalda as campanhas do IPCC e considerados por ela os expoentes da ‘ciência oficial’ que sequer estão listados entre os cientistas interessados no estudo do planeta, da galáxia ou do universo. Os tais cientistas do IPCC usando a grande mídia como um tsunami para criar o pânico e apavorar toda a humanidade afirmando e garantindo a destruição do planeta pelas mãos humanas em futuro próximo. Meros pregadores de catástrofes. A campanha foi tão bem urdida e financiada que atingiu seus objetivos, como nas previsões anteriores, convencendo todo o mundo ocidental das desgraças previstas para o futuro, enquanto não ocorrem.
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