04/12/2021 às 18h00min - Atualizada em 04/12/2021 às 18h00min

SINFONIA

Sandra Regina Klippel: Escritora, professora e ativista política. Foto: Arquivo Pessoal.
Na balada das horas, na calada da noite, 
no entardecer nebuloso ou amanhecer nublado 
houve um agito, um silêncio camuflado. 
Todos os sons inaudíveis e todas as canções não cantadas
 fazendo a seresta da imperceptível madrugada.


A voz do vento, os passos do tempo suaves e lentos 
nas brumas perderam-se em silenciosos ecos...
Verás, eu vi, que se alongara o silêncio penitente
 por entre as veredas por estrelas salpicadas
 deixando marcas salientes e espaços iluminados.


Embevecida neste mar de maresias de campinas e pradarias,
Às vezes sonhava alto, tocando estrelas, vasculhando galáxias. 
Então sorria, luzia... Um luzir resplandecente, ao sol poente.


A travessia é de um só, somente um. Um somente, semente.
E quando se é constelação? Rejubile-se ao som do coração,
não largue a mão, estenda o braço e cantorias em abraços.


Ouço enternecida o sino dos ventos ao sopro da brisa matinal,
 ele faz um leve cântico de folhas, gotas de aquosos cristais,
e os quero-quero fazem os agudos vespertinos outonais.
Sandra Regina Klippel

Sandra Regina Klippel

Escritora, professora e ativista política

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