26/07/2020 às 03h02min - Atualizada em 26/07/2020 às 03h02min

Marcos Reatégui

Marcos Reátegui. Foto:Arquivo Pessoal
 
 
 
O AMAPÁ, PROJETADO PARA SER UM PARAÍSO, HOJE NÃO É EXATAMENTE ISSO. TERMINANDO A FUNÇÃO DE SALVAR VIDAS DOS DOENTES DE COVID-19, O ATENDIMENTO GRATÚITO PARA TODOS SERÁ A FINALIDADE DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO. VAMOS DAR SEQUÊNCIA A ESSE TRABALHO. 

 
Conheça mais sobre o trabalho desenvolvido por mim na página /DepMarcosReategui do facebook. Contribuições e questionamentos serão recebidos através do e-mail 
 
• Quando fui coordenador da bancada federal do Amapá em Brasília, trabalhei para garantir que nosso estado recebesse investimentos na área da saúde pública tão negligenciada por décadas de má gestão e corrupção. No fim do meu mandato, o projeto do Hospital Universitário (HU) já era uma realidade caminhando para a inauguração: a maior obra da saúde da história do Amapá chegaria para mudar a vida das pessoas.
 
• Infelizmente, o descaso e a incompetência atrasaram a entrega do HU para a população. Mas, quando o Coronavírus tomou conta do Amapá, pressionamos com o movimento #InauguraUniversitarioJa, ao qual a sociedade aderiu, mobilizando as redes sociais, gerando, com isso, o convênio que foi firmado entre Estado e UNIFAP, que possibilitou a abertura de uma ala com 102 leitos, enfermarias e UTI’s, para atuar no enfrentamento da pandemia.
 
• Eis que agora, com o argumento de que o COVID-19 estaria “sob controle” em nosso estado, planejam retirar o Hospital Universitário da população. Isso é um absurdo, uma violência contra o povo do Amapá que deve ser denunciada. O artigo desta semana é destinado a chamar a atenção dos amapaenses para a importância de impedir que o HU não nos seja arrancado. 
 
• Constitui crime contra o povo do Amapá, encaixotar os caros equipamentos médicos que nunca tivemos a disposição no Estado, dispensar os profissionais da medicina, pagos pelo Governo Federal, que estão ali trabalhando, e tirar o acesso da sociedade amapaense a esse centro de excelência médica. Isso é absolutamente inaceitável e devemos pressionar nossos representantes em Brasília, bem como o governo estadual, para evitar essa tragédia.
 
• Ainda que não fosse para atender a demanda decorrente da pandemia, que ainda desconhecemos como se manifestará à frente, temos décadas de descaso, má gestão e corrupção que represaram o atendimento na área da saúde. Quantas cirurgias de emergência foram deixadas para depois? Quantas cirurgias eletivas estão aguardando, sem perspectiva de realização? Quantas pessoas aguardam para enxergar melhor ou recuperar a visão? Quantas aguardam para andar? Quantas para cirurgias do coração, dos rins, do fígado e pulmão, entre outras?
 
• O governador deveria estar se empenhando para aproveitar esse centro de saúde e oferecer à sociedade um serviço de alto nível como nunca antes ofertado no Amapá. Em vez disso, planeja encerrar o convênio.
 
• Não podemos nos deixar enganar pelas mesmas pessoas que demoraram a agir contra a pandemia. Em primeiro lugar, precisamos ter certeza que estão certos quando afirmam que o enfrentamento ao Coronavírus está sob controle em nosso estado, pois eles já nos enganaram antes e nada impede que o façam novamente. Em segundo lugar, temos que exigir o direito a tratamentos de especialidade, possíveis com o HU, que nunca antes foram oferecidos no Amapá. 
 
• Para tanto, temos que mobilizar o povo para exigir a manutenção do convênio que permitiu a abertura do Hospital Universitário, que precisa ser estendido até a data de inauguração do HU, que será a maior e melhor instituição de saúde do norte do Brasil.
 
• Os poderosos que não se iludam: a população está percebendo tudo. As décadas de corrupção e ineficiência na gestão levaram a sociedade ao limite. Todos estão despertando e tomando consciência coletiva de que somos uma sociedade que não aguenta mais ser abandonada, roubada e maltratada. Por isso acompanhamos juntos a má gestão e o desvio de recursos públicos. Os governantes de todos os poderes precisam enxergar que a política praticada não é mais suportável. Os Sans-culottes do Amapá irão derrubar o Setentrião e adjacências… É questão de tempo! Eu não pagaria para ver.


Marcos Reátegui 
Advogado, ex-procurador geral do estado, ex-deputado federal, atual delegado da Polícia Federal.
Relacionadas »
Comentários »