21/05/2022 às 16h31min - Atualizada em 21/05/2022 às 16h31min

​ Amigo LEONARDO

Paulo Rebelo Médico e poeta. Foto: Arquivo Pessoal
A primeira coisa a dizer é te agradecer por compartilhar parte de tua vida comigo. Isso é algo para amigos. É uma honra, pois poucos têm o privilégio de ler uma obra em primeira mão. Torna-se mais fácil a gente se abrir p alguém desde que esse tenha a chave…

Em segundo lugar, escrever um texto é uma arte e auto terapia; é uma brecha da alma, por onde jorra o que lá está adormecido ou aprisionado. Dessa forma, torne isso um hábito. É saudável esse escapismo.

Em terceiro lugar, é laborioso; é um parto doloroso, mas o resultado é um recém-nascido ao vir ao mundo, que nos dá alegria e satisfação por existir.
Assim é um poema ou poesia. Parabéns, que venham outros “filhos” teus para o mundo.

Agora sobre teu texto.

Antes devo te dizer, que não sou crítico literário, então, não ousaria a criticar uma obra, mas como tenho alguma estética literária, que aprendi com a leitura de clássicos e buscando assimilar estilos de grandes escritores, poderia te passar alguma experiência ou dicas; geralmente, os grandes escritores fazem rascunhos e reescrevem suas obras até encontrar o ponto certo. Também, não sou psicólogo, mas a medicina, por força do ofício de lidar com o ser humano, me ensinou muito a adentrar na psiquê humana. Então, quanto ao texto em epígrafe, abstrai-se dele tua necessidade de te expressar, mas teus sentimentos estão contidos, tuas páginas estão abertas, mas pela metade ou faltando pedaços, para queo leitor te compreenda por inteiro; a dor que carregas sozinho e desejas que alguém te entenda, mas como é possível, se no teu livro faltam páginas ou capítulos inteiros?! O teu livro precisa estar com a mensagem clara e certa; o autor deve ser como um náufrago que lança uma garrafa com uma mensagem pedindo ajuda; no caso, a leitura. Lance a tua garrafa!

Reescreva o texto até que tu, o artífice talentoso da palavra diga para si mesmo: amei minha obra. Está perfeita!
Espero ter te ajudado.

De teu amigo,
Paulo Rebelo
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