21/05/2022 às 16h37min - Atualizada em 21/05/2022 às 16h37min

O AMAPÁ VEM SENTINDO A AÇÃO DE DE FACÇÕES CRIMINOSAS POR AUSÊNCIA DE SOLUÇÕES DE NOSSOS POLÍTICOS. QUEM IREMOS ELEGER EM 2022?

Marcos Reátegui Advogado, ex-procurador geral do estado, ex-deputado federal, atual delegado da Polícia Federal. Foto:Arquivo Pessoal
 
 
Conheça mais sobre o trabalho que desenvolvi, como parlamentar, na página /DepMarcosReategui do facebook. Contribuições e questionamentos serão recebidos através do e-mail reategui1@yahoo.com.br
 
 
Os grupos de criminosos disputam dentro dos presídios e nas periferias do país seu quinhão no bilionário negócio da venda da cocaína, maconha e crack, além de roubo, dentre outros, de cargas e bancos. Tratei desse tema em entrevista à Rede Globo. Assista no link  https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=949588478532081&id=481471095343824&sfnsn=mo&extid=HkDI0r2OPrl5Qfrv
 
• Para responder essas ações criminosas, o Estado construiu cinco unidades de segurança máxima espalhadas pelo país. 
 
• Dentre eles, encontram-se os famosos Fernandinho Beira-Mar(CV), Nem da Rocinha (Amigo dos Amigos), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola (PCC) e José Roberto Fernandes Barbosa, vulgo Zé da Compensa (FDN) e irmãos Gerônimo e Natalino, fundadores da milícia Liga da Justiça. Estes últimos, que foram policiais civis, não mais se encontram presos. 
 
• Em uma entrevista ao El País, Nem da Rocinha disparou: “Você acha que os políticos não sabem como resolver o problema da violência?”. Em seguida, responde à própria pergunta. “O problema é que eles sabem que não serão reeleitos se fizerem isso. Sabem que isso exige um investimento em educação e políticas sociais que não têm retorno na urna, no curto prazo, mas que é algo para o médio prazo, para daqui a dez ou 15 anos. A preocupação maior é o mandato, não é resolver nada”. (Grifo nosso)
 
• Essa declaração, acima, que diz muito sobre o problema das facções, pode ser acessada no  https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/13/politica/1520947959_760179.html
 
• A declaração de Nem da Rocinha é combustível para reacender a polêmica sobre a troca de voto por dinheiro, materiais e cargos públicos, ofertados por políticos que tem interesse em manter o eleitor em situação de extrema pobreza e residindo em áreas dominadas por facções. 
 
• Nesse contexto, constatamos que a manutenção da miséria é do interesse desses políticos e será mantida enquanto não houver a conscientização das pessoas que vivem o círculo vicioso da venda do voto.
 
• Venda que é compreensível se observarmos a miséria e falta de acesso a informações confiáveis, método pelo qual a população é subjugada, escravizada.
 
• Mas é esse processo que gera má gestão e corrupção, as quais, por sua vez, dão origem à miséria do eleitor, porque o voto vendido é a autorização para o comprador manter na miséria quem vende.
 
• Sair desse círculo vicioso depende do agir de cada um de nós, porque a conscientização se inicia em casa, passa pelos nossos parentes e precisa chegar aos amigos. 
 
• Esses esclarecimentos devem ser feitos com empatia, respeito e muita resiliência, nunca com agressividade, pois a maioria de nós está condicionada com a ideia de que não há diferença entre os políticos, tanto faz este ou aquele. Mas se observarmos com bastante atenção veremos que nem todo político é igual; são iguais apenas aqueles que tentam comprar o nosso voto. 
 
• O que se faz óbvio é que a miséria, a fome, o desemprego, os baixos ganhos são combustível dessa situação cruel.  E a causa ou origem está na falta de ações governamentais.
 
• Falta educação de qualidade, falta incentivo ao empreendedorismo, os eleitos têm sido incompetentes para desenvolver a economia do Amapá e, assim, gerar oportunidades permanentes de trabalho e consequente valorização do trabalhador.
 
• A irresponsabilidade de gestores públicos e de legisladores é o sustentáculo deste triste espetáculo.  E somente nosso voto pode mudar esse cenário, para que nossa sociedade, que é empurrada para a miséria, venha a ser uma sociedade que se sustente por seu trabalho. Continuar escravo, ou não, depende de quem, com nosso voto, escolhermos para nos representar.
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