09/08/2020 às 02h34min - Atualizada em 09/08/2020 às 02h34min

Esses Americanos...“Que Admiramos”

José Altino. Foto:Arquivo Pessoal.

  Na Amazônia surgia gente de tudo quanto é canto. A maioria era para encher até o sapato com louca ecologia e como na maioria das vezes, quase sempre para aparecer e dar palpites, numa terra que lhes parecia de ninguém. Alguns, realmente a trabalho, mas poucos, nos davam prazer ou alegrias. Despertando mais curiosidades entretanto, vinham sempre artistas da sétima arte.  

A grande atração exercida pelo lugar nos proporcionou até a possibilidade de conhecer Tom Cruise e Olivia Newton John. Estacionaram próximo a meu escritório no aeroporto de Manaus. Qual foi meu espanto ao vê-los chegar de surpresa, para promover uma entidade ambientalista ou qualquer coisa do gênero. Preferi nem perguntar o que era para não ficar com raiva.  Não acreditava, que existisse atrativo para um ou outro no lugar, que justificasse suas presenças. Fato esse comprovado, ainda que nacionalmente, dado sua pouca ou nenhuma repercussão. Tal visita, ficou apenas no impacto de vê-los, ali, aportando num jato Gulfstream de última geração, dos mais caros e supérfluo luxo executivo. E o Tom era o dono. 

Pude verificar, sem nenhum sentimento de desdém ou de “queria ser eu”, que Tom Cruise é baixinho, de aspecto e fisionomia inexpressiva, não correspondendo bem àquilo que o cinema mostra dele. Já Olivia Newton John, deveríamos ter continuado na memória com o que viramos no filme que estrelou dançando com John Travolta. A que nos apareceu infernalmente feia, e desfez completamente a imagem bonita e de grande dançarina da tela. Passei a achar até que foi castigo para Travolta ficar com ela ao fim da história. Nem canhão era. Uma espingarda !!! Minha inveja ficou só por conta do avião.  

Para compensar, numa equipe de cinema, uma esfuziante beldade de mulher, para estrelar Fitzcarraldo. Seu nome: Daryl Hanna. Tive a oportunidade de acompanhá-los em algumas ocasiões. Como resultado, fiquei mais ainda embevecido com aquela maravilha de fêmea. Diacho de mulher gostosa! A gente a amava, até na solidão. Lamentei muito que pouco ou praticamente não saía da tenda e da privada. Bebia horrores de água mineral vinda do exterior, e estava sempre com medo de mosquito. Ainda assim, pegou brutal diarreia, ocorrência digestiva que muito visitante conheceu aqui, não sendo Hanna a primeira nem última. Em muitas outras ocasiões, vimos esse problema intestinal manifestar-se com uma freqüência de dar vexame. 

 Deixando de lado o mal constrangedor, vale a pena voltar a falar de sua beleza. Mulher realmente espetacular, rosto lindo, sorriso maravilhoso, uma estampa fenomenal. Onde chegava, meio aos manauaras, sua presença agradava e preenchia o ambiente.  Como desprimor, (sempre tem que ser assim), pude notar que não só ela, também outras, se bonitas dos quadris para cima, para baixo era um terror. É engraçado, mas nas estrangeiras arianas, o joelho é muito feio. Tal parte do corpo das nossas mulheres, aqui, no Brasil ou mesmo latinas, são gordinhos de lado. Nas de lá, parece que tem um osso de banda, um troço qualquer que faz ficar horrível quando visto lateralmente. Viva “nóis”. 

Mas, Daryl deixou uma imagem marcante para todos que a viram na Amazônia. Foi muito bom tê-la por lá tanto tempo sofrendo nos locais de filmagem e não se ouvindo dela uma única reclamação. Ninguém a viu perder o bom humor, nem tão pouco a graça pela situação. Fez firmes amizades, com simpatia a várias pessoas, pôde-se notar sinceridade. Até se deixou levar por alguns encantos masculinos e outros femininos, que ela também gosta curti e usa. Mas, lá, faltou oportunidade, não só para mim, como para todos que a desejaram. Prefiro pensar que foi isso e deixar meu ego mais iludido, embora idiota.  

Não aconteceu nem um casinho, nem futuras esperanças para ninguém. Soube bem criar simpatias, cativar, sem permitir sequer esperança do mínimo amasso... E foi-se embora 

Sem os atributos dela, outros artistas surgiam indo e vindo. Alguns passaram de maneira incógnita ou assim foram deixados; outros queriam apenas ampliar conhecimentos, matar curiosidade ou só mesmo aparecer. 

E nós ali na solidão...



José Altino
Jornalista diário, escritor, aviador, ex-fundador da União Sindical dos Garimpeiros da Amazônia Legal, ex-membro do Conselho Superior de Minas.
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