23/08/2020 às 19h39min - Atualizada em 23/08/2020 às 19h39min

Marcos Reatégui

Marcos Reátegui. Foto:Arquivo Pessoal
 
O AMAPÁ, PROJETADO PARA SER UM PARAÍSO, HOJE NÃO É EXATAMENTE ISSO. NOSSA GENTE AGUARDA A MORTE NAS FILAS DOS HOSPITAIS OU TRATAMENTO FORA DO DOMICÍLIO (T.F.D.). FALTOU SEQUÊNCIA A MEU TRABALHO. 

 
Conheça mais sobre o trabalho desenvolvido por mim na página do facebook /DepMarcosReategui. Contribuições e questionamentos serão recebidos através do e-mail 
 
• A histórica deficiência do Amapá em prestar à população atendimento de qualidade na área da saúde, transformou em rotina o que deveria ser exceção: o uso do Programa de Tratamento Fora do Domicílio (TFD). 
 
• Neste programa, pessoas com moléstias graves, para as quais o Estado não desenvolveu a terapêutica necessária, são encaminhadas para outros centros cuja oferta de saúde tenha a qualidade e eficiência que não dispomos. Essa, porém, não é uma solução efetiva. É apenas uma medida paliativa adotada pelo governo estadual, em razão de sua incapacidade para aprimorar nossa rede pública de saúde.
 
• É evidente que não podemos atribuir responsabilidade a quem precisa de tratamento médico e, ainda, é forçado a afastar-se de seus entes queridos para receber tratamento. 
 
• Para pacientes graves, é maléfico o deslocamento para longe de sua terra, de sua família e amigos. A boa e moderna medicina, aliás, defende que a proximidade do núcleo familiar é fundamental para favorecer uma boa recuperação aos pacientes. Mas isso se torna impossível onde a única maneira de tentar salvar a vida é enviando o paciente para longe dos seus parentes, amigos e de seu espaço familiar, quando muito na companhia de um único parente.
 
• Foi para atacar esse problema que, quando deputado, dediquei-me a construção do Hospital de Amor e do Hospital Universitário. É bastante óbvio que quanto maior, mais moderno e eficiente for o sistema de saúde no nosso estado, mais pessoas poderão receber o atendimento que necessitam sem precisar enfrentar as dificuldades de se deslocar para localidades distantes.
 
• Caso o Governo tivesse somado comigo nos projetos do Hospital de Amor e do Hospital Universitário, teríamos inaugurados, e em pleno funcionamento, esses dois centros que permitiriam um enorme salto de desenvolvimento na área da saúde pública, garantindo a milhares de pessoas o tratamento necessário, sem precisar do desgastante deslocamento para outros centros. Mas não é só: isso representaria, a médio e longo prazos, uma enorme economia para os cofres públicos, pois deixaria de ser necessário custear as despesas relativas ao TFD.
 
• Além disso, a implementação do TFD trouxe vários problemas. São inúmeras as denúncias de má gestão e corrupção do programa. Por isso tantas notícias de famílias que não conseguem se inscrever no TFD, ou mesmo de pacientes já inscritos que não conseguem passagens, ajuda de custo e hospedagem.
 
• O programa TFD custa muito caro aos cofres públicos e essa conta quem paga é o povo. Para garantir o tratamento fora do domicílio, o governo precisa custear despesas com passagem aérea, internação e alimentação dos pacientes e seus acompanhantes. 
 
• Portanto, mais uma vez se constata que décadas perdidas com corrupção e má gestão custam caro ao povo do nosso estado. A falta de cuidado e de empatia dos gestores para com doentes e seus familiares diz muito sobre o tipo de político que temos escolhido, através da venda de voto, para nos governar. Somente quando esse legado de miséria for deixado para trás é que poderemos sonhar com um futuro mais humano para nossa sociedade, no qual o interesse e as necessidades das pessoas estejam situados em primeiro lugar.
 
• A população, cada vez mais indignada e alerta, começa a transbordar de revolta e isso constitui um catalizador para mudar as pérfidas estruturas de poder que nos governam. Por isso acompanhamos juntos, cada vez mais, as reações à má gestão e a corrupção. Os governantes de todos os poderes começam a enxergar que a política praticada não é mais suportável. Os Sans-culottes do Amapá irão derrubar o Setentrião e adjacências...É questão de tempo! Eu não pagaria para ver!


Marcos Reátegui 
Advogado, ex-procurador geral do estado, ex-deputado federal, atual delegado da Polícia Federal.
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