13/09/2020 às 00h10min - Atualizada em 13/09/2020 às 00h10min

INDEPENDENTEMENTE!

Edinho Duarte. Foto:Arquivo Pessoal.

Começamos a semana comemorando o dia da independência. E hoje estamos aqui para refletir um pouco sobre estes verbetes da teoria da independência, apologia do ponto de vista da liberdade e da autonomia das instituições e das pessoas.

A nossa independência foi um processo histórico de separação entre Brasil e Portugal que se deu em 7 de setembro de 1822. Portugal demorou a aceitar e reconhecer a independência do Brasil. Isso só aconteceu depois de muita mediação, por parte da Inglaterra, e deu-se em 1825.

Após a independência, o Brasil transformou-se em uma monarquia governada por Dom Pedro I. O Brasil deixava de ser uma colônia portuguesa e passava a ser uma nação independente. 

O que permaneceu após a independência do brasil foi a escravidão, que só foi abolida no segundo reinado pela filha do então imperador Dom Pedro II, a princesa Isabel no ano de 1888.

Com o advento da independência surge o estado centralizado; a criação dos poderes executivo, legislativo, judiciário e moderador; o voto censitário. Mas foi somente com a proclamação da república em 15 de novembro de 1889 que os latifundiários conquistaram de vez o direito de opinar e influenciar na Constituição.

Alguns fatos curiosos marcaram a independência do Brasil: O papel fundamental da maçonaria, especialmente a partir da figura de José Bonifácio de Andrade e Silva, que foi um importante articulador do movimento de emancipação; Dom Pedro I só foi reconhecido como imperador do Brasil em 12 de outubro de 1822, embora a independência tenha sido anunciada com o grito às margens do Ipiranga em 7 de setembro do mesmo ano.

Outro fato curioso, são as cores verde e amarela - que muita gente até hoje pensa representar as matas e o ouro do Brasil - representavam, na verdade respectivamente, as casas de Bragança e Habsburgo, ou seja, das famílias de Dom Pedro I e Leopoldina, e passaram a fazer parte da simbologia da nossa nação.

E o mais inusitado de todos os fatos foram os relatos de membros da comitiva de Dom Pedro I contando que no dia da independência, em 7 de setembro de 1822, D. Pedro I passava por alguns desconfortos intestinais, o que atrasou um pouco o retorno ao Rio de Janeiro, pois o monarca precisava parar a viagem constantemente para se aliviar.

Sem falar no famoso quadro de Pedro Américo chamado “independência ou morte” que construiu a imagem da independência, mesmo tendo sido produzido bem depois do acontecimento. Pedro Américo, financiado pelo estado imperial, a pedido de Dom Pedro II pintou o evento histórico recheado de inconsistências: a comitiva de Pedro I era diminuta, no quadro aparecem muitas pessoas acompanhando o famoso grito; a colina também parece mais elevada, dando destaque central à figura de D. Pedro I. Trata-se de uma representação para positivar o ato da independência e, principalmente, o império brasileiro, já em crise e em reta final.

Independentemente das trapalhadas da família real, o povo brasileiro deve muito à coroa portuguesa. E neste dia 13 de setembro, dia em que comemoramos a criação do Território Federal do Amapá, hoje estado do Amapá, roguemos pela nossa independência, para que ela chegue logo, pujante, e se materialize, trazendo o desenvolvimento econômico, em forma de benefícios para o nosso povo.




Edinho Duarte 
Jornalista, Pedagogo e ex-deputado estadual.
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