10/10/2020 às 17h38min - Atualizada em 10/10/2020 às 17h38min

História do Círio de Nazaré.

José Caxias. Foto:Arquivo Pessoal
Celebrado no mês de outubro em Belém, capital do Pará, o Círio de Nazaré é uma das maiores festas religiosas do Brasil. Assim, é festejada por católicos devotos da Nossa Senhora de Nazaré que se espalham pelas ruas em procissão. 

A festa é comemorada todos os anos no país e, também, em Portugal, porém, no dia 8 de setembro. Em síntese, a história de como as comemorações em devoção à Nossa Senhora de Nazaré começaram é interessante. Assim, de acordo com relatos, em 1700 havia um homem chamado Plácido. O tal homem encontrou a imagem da Virgem próximo a um igarapé – significa “caminho da canoa”. A imagem estava coberta por lama e lodo. 

Em seguida, Plácido levou a imagem para casa e, no dia seguinte, ela havia sumido. Quando o homem retornou ao igarapé a imagem estava lá, como ele a encontrou. Por incrível que pareça, a cena se repetiu diversas vezes. 

Logo a notícia de que existia uma Virgem milagrosa se espalhou pelo vilarejo, chamando atenção de devotos. As comemorações em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré começaram em 1793. No início, as celebrações ocorriam durante a noite.

Por esta razão, era necessário o uso dos círios, que vem do latim e significa “vela grande”. No local onde Plácido encontrou a Virgem, foi construído a Basílica de Nazaré, em 1909. Com diversas formas de celebrações e eventos, o Círio de Nazaré tem seu auge no segundo domingo de outubro. Isso porque, os fiéis começam com uma missa, às 6 horas da manhã. 

Em seguida, partindo da Catedral Metropolitana, os devotos seguem um caminho de cinco quilômetros até a Basílica de Nazaré. Um ponto interessante é que o evento costuma durar a manhã toda. Assim, o maior registro da comemoração foi de nove horas e quinze minutos, em 2004. Neste domingo devido a pandemia no planeta terra a família católica do norte do Brasil não terá a tradicional procissão com a imagem da padroeira da Amazônia pelas ruas de Belém do Pará. 

Eu, como devoto da santinha, estou na capital paraense participando da programação nazarena e também não deixar de saborear do almoço do Círio de Nazaré. Essa minha coluna de domingo é contando um pouco da maior festa religiosa do planeta terra. Desejo toda a família católica do nosso querido estado do Amapá um FELIZ CÍRIO DE NAZARÉ. Tchau.



José Caxias 
Radialista, jornalista e comentarista
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