01/11/2020 às 14h16min - Atualizada em 01/11/2020 às 14h16min

Marcos Reatégui

Marcos Reátegui. Foto:Arquivo Pessoal
O AMAPÁ, PROJETADO PARA SER UM PARAÍSO, HOJE NÃO É EXATAMENTE ISSO. UM POVO SEM PERSPECTIVA DE SE SUSTENTAR, ABANDONADO POR QUEM DEVERIA CRIAR ESSAS CONDIÇÕES. FALTOU SEQUÊNCIA AO TRABALHO. 
 
Conheça mais sobre o que desenvolvi como parlamentar na página /DepMarcosReategui do facebook. Contribuições e questionamentos serão recebidos através do e-mail reategui1@yahoo.com.br
 
• Assisti aos programas eleitorais ou eleitoreiros na Capital do meu Estado e fiquei impressionado com a repetição das mesmas promessas de uma cidade futurística, onde viverá um povo feliz e plenamente atendido pelo Poder Municipal. É a repetição das promessas de todas as eleições passadas. E o resultado será igual ao do passado: assumirá alguém que dará as mesmas desculpas e nada entregará à nossa gente. E o eleitor reclamará de mais um mal gestor. Dirá que a política não presta, que não acredita na democracia e que é vítima.
 
• Contudo, o eleitor não é vítima. A política não é boa nem má. É apenas instrumento que o eleitor utiliza para construir uma boa democracia ou um arremedo dela, como a atual. Você, eleitor(a), e não a política, é o(a) RESPOSNSÁVEL pelos bons ou maus governantes de nossas cidades.
 
• Dito isso, visando auxiliar nas escolhas em minha cidade, passo a dar seguimento ao artigo da semana passada, no qual tratei do que precisa conter o programa de governo para gerar oportunidades de emprego e renda para a população do nosso estado, nosso segundo maior problema, logo após a falta de oferta de saúde, cujos instrumentos deixei pronto em meu mandato, quais sejam – Hospital de Amor (câncer), Fazenda da Esperança (tratamento de dependentes químicos) e Hospital Universitário (solução ideal para todos os problemas da falta de oferta de saúde pública). Esses projetos não tiveram seguimentos. Estão prontos, mas sem funcionar.
 
• Retomando ao enfrentamento do desemprego, registro que oportunidade de trabalho é o melhor e mais poderoso programa social que existe, pois ele não disponibiliza apenas alimento na mesa das famílias; também devolve a dignidade, a autoestima e a confiança em um futuro melhor.
 
• Como alertei inúmeras vezes, o poder público tem o dever de ser proativo na questão do desemprego, através do implemento de políticas que estimulem o setor privado a investir. São os pequenos, médios e grandes empresários que geram oportunidades de trabalho, cabendo aos governantes a tarefa de garantir as condições para que a atividade produtiva se estabeleça.
 
• A força da agricultura em nosso país é reconhecida como a principal responsável por impulsionar nosso PIB ao longo das décadas. Nosso estado, por sua posição geográfica privilegiada, não pode mais ficar de fora dessa engrenagem, principalmente quando se considera o que podemos produzir e a nossa maior proximidade com grandes mercados consumidores – como Estados Unidos e China. Isso nos faz potencialmente importante para o Brasil.
 
• Nesse contexto, como votar em candidato que não apresentou projeto para atrair os investidores? Ninguém tem dúvidas que o capital internacional e nacional quer vir para o Amapá. As vantagens geográficas e qualidade das nossas terras são grandes demais para serem ignoradas. Falta apenas que os gestores públicos tomem consciência disso e façam sua parte. Para que isso ocorra, eleitor, você precisa fazer a sua obrigação cívica: votar consciente.
 
• Constata-se que a sociedade como um todo está entendendo as medidas que são necessárias e, cada dia mais revoltada e alerta com a sua não adoção pelos eleitos. Assim, está transbordando de indignação, que será o catalizador para mudar as pérfidas estruturas de poder que nos governam. Por isso acompanhamos juntos, cada vez mais, as reações à má gestão e ao desvio de recursos públicos. Os governantes dos poderes estão constatando que a política praticada não é mais suportável. Os Sans-culottes do Amapá irão derrubar o Setentrião e adjacências…pelo voto É questão de tempo! Eu não pagaria para ver!


Marcos Reátegui 
Advogado, ex-procurador geral do estado, ex-deputado federal, atual delegado da Polícia Federal.
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