01/11/2020 às 14h26min - Atualizada em 01/11/2020 às 14h26min

Claudio Humberto

Claudio Humberto. Foto: Arquivo Pessoal
GOVERNO FARÁ AMPLA REFORMA MINISTERIAL EM JANEIRO
O presidente Jair Bolsonaro deve iniciar a segunda metade do seu mandato, em janeiro, com uma reforma que os líderes do governo já classificam de “ampla”, a fim de contemplar uma nova realidade política à qual teve de se render: o apoio dos partidos do centrão, que o próprio governo classifica de “tranquilizador”, e a eleição para renovar as mesas diretoras do Senado e da Câmara. A maioria dos ministros será trocada.

NOVO DESENHO
Até líderes governistas que não integram o centrão admitem ser preciso “ajustar” o ministério ao novo desenho da base parlamentar do governo.

COALIZÃO EM ESTUDO
Ainda não está claro se Bolsonaro vai ceder ao “presidencialismo de coalizão”, adotado por todos os seus antecessores.

CONGRESSO ELEITOR
Os mesmos líderes dizem que a eleição para as presidências da Câmara e do Senado será considerada, na formação do novo ministério.

MINISTROS ESTÁVEIS
Ministros da Casa Civil, Economia, Agricultura, Infraestrutura, Defesa, GSI, Relações Exteriores e outros, do “núcleo duro”, devem continuar.

MAIA SE DEU MAL AO CRIAR CASO COM SALLES E O BC
Levantamento ModalMais/AP Exata revelou que as “caneladas” que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, distribuiu esta semana só pegaram mal para ele próprio. O deputado foi às redes sociais acusar o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de vazar informações sobre uma conversa privada entre os dois. Teve de pedir desculpas após ficar claro que estava desinformado. Maia saiu prejudicado também com a briga que arrumou com o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente).

SEMPRE NO LADO ERRADO
“A esquerda o acusa de proteger Bolsonaro e a família, enquanto a direita o considera responsável por atrasos em votações”, diz a pesquisa.

FATOR PARALISANTE
Pra apoiadores de Bolsonaro, Maia não toca “as reformas e privatizações com potencial de dinamizar a economia”, diz o levantamento.

DADOS DA PESQUISA
A pesquisa ModalMais/AP Exata é realizada através de análise de comportamento nas redes sociais, com tecnologia de inteligência artificial.

TÁ TUDO DOMINADO
Grupo que diz “estudar novos ilegalismos”, em universidade fluminense, reclama que há mais operações policiais contra traficantes do que contra milicianos. Ignora que 81% das cerca de 1.500 favelas cariocas estão sob controle do tráfico, contra 19% sob a mira das armas dos milicianos.

NEGLIGÊNCIA IMPERDOÁVEL
Ferida, a baiana Simone pediu ajuda a um restaurante próximo à basílica de Notre Dame, em Nice, e perdeu sangue até falecer, uma hora e meia depois. E nada de ambulância. Se uma francesa fosse vítima de idêntica negligência no Brasil, até Macron protestaria contra o governo brasileiro.

ALERGIA À RESPONSABILIDADE
Uma das medidas provisórias paradas na Câmara, na gaveta de Rodrigo Maia, cria incentivo para bancos concederem crédito a micro, pequenas e médias empresas, na pandemia. Demorou e teve de ser prorrogada.

PF AGE NO MARANHÃO
Um dia após a visita do presidente Jair Bolsonaro ao Maranhão, a Polícia Federal deflagrou uma operação para prender autoridades locais enroladas no superfaturamento de compras para o combate ao covid.

MENOS COVID, MAIS ATRASO
Para “seguir a recomendação de infectologistas que prestam consultoria sanitária para as eleições”, o Tribunal Superior Eleitoral eliminou a biometria. Na cabeça dessa gente, digitar urna eletrônica não tem risco.

SÓ SOMAR, NUNCA DIMINUIR
Federação de petroleiros foi contra regramento sobre a Participação nos Lucros e Resultados da Petrobras. Eles cobram piso para o pagamento do benefício, mas nada se fala de eventual “participação em prejuízos”.

A FARRA CONTINUA
Depois que médicos peritos do INSS se negarem a voltar ao trabalho por “questões sanitárias”, a defensoria do Rio viu brecha para manter na rua 3 mil presos. O “risco de pegar covid” garantiu mais 90 dias de liberdade.

RESULTADO EM BREVE
Na sexta-feira, o site americano Real Clear Politics, que acompanha em tempo real todas as pesquisas sobre a corrida presidencial dos EUA, apontava vitória do candidato de oposição Joe Biden, com 7,8%, em média, à frente do presidente Donald Trump. A eleição é nesta terça (3).

PENSANDO BEM…
...o vice Mourão ainda não percebeu que quem fala demais dá bom dia à imprensa.
Tags »
Relacionadas »
Comentários »