15/11/2020 às 00h35min - Atualizada em 15/11/2020 às 00h35min

Marcos Reatégui

Marcos Reátegui. Foto:Arquivo Pessoal
 
 
O AMAPÁ, PROJETADO PARA SER UM PARAÍSO, HOJE NÃO É EXATAMENTE ISSO. O POVO ESTÁ SEM ESPERANÇA. FALTOU SEQUÊNCIA A MEU TRABALHO. 
 
Conheça mais sobre o trabalho que desenvolvi através da página /DepMarcosReategui do facebook. Contribuições e questionamentos serão recebidos através do e-mail reategui1@yahoo.com.br
 
• Mais de uma semana depois de nosso estado ter sido literalmente mergulhado nas trevas, ainda estamos sem certezas, sequer perspectivas de solução e principalmente sem conseguir ver um caminho seguro para sair da crise em que o Amapá foi colocado pela má gestão e corrupção.
 
• Desde que comecei a escrever neste espaço, tenho finalizado meus textos com uma espécie de “assinatura”, sempre presente, para marcar algo que venho notando há alguns anos: a revolta, a insatisfação e a indignação do nosso povo se mostram cada vez mais palpáveis e concretas. Como eu digo sempre, o povo inconformado vai acabar derrubando o Setentrião e suas adjacências.
 
• Na semana que passou, depois de dias de descaso, vimos uma grande manifestação espontânea na porta do palácio do governo. Desde que começou o apagão, o País vem tomando conhecimento das décadas de governos incompetentes e corruptos
 
• São anos seguidos de maus tratos. O poder público, que deveria cuidar das pessoas, deu as costas para o Amapá e decidiu tratar apenas de seus próprios interesses. Esse apagão criminoso é só a gota d’água que fez transbordar a revolta e a indignação, há tanto tempo represadas no coração dos amapaenses.
 
• Como se não bastasse, os políticos sumiram. O governo se escondeu e aguarda que tudo se resolva num passe de mágica e que as pessoas esqueçam mais essa mazela.
 
• Quando falei sobre esse sentimento latente de revolta que percebi falando com as pessoas nas ruas, por várias vezes ouvi que era exagero meu. Como se a indignação não fosse tanta. Ledo engano! Para qualquer um que analisasse a nossa sociedade com alguma racionalidade, ficaria evidente a repulsa à quase totalidade dos representantes atuais do Amapá.
 
• E por que o governo sumiu e não dá satisfações à sociedade? Porque, como sempre, ele não tem um plano de ação e está perdido, sem saber o que fazer. Maior que a corrupção apenas a incompetência, infelizmente. O alimentador que deve vir da Laranjal do Jari para socorrer a capital sequer terminou de ser desmontado – e isso mais de dez dias depois do desastre!
 
• O problema está longe de ter uma solução e nossos políticos ficam atirando para todos os lados, na esperança de encontrar uma “bala de prata” que caia no gosto dos eleitores. Trabalho concreto, efetivo, nenhum. Onde está a articulação com as forças armadas, para usarmos a capacidade logística que o Exército tem e que tanto pode ajudar neste momento?
 
• Enquanto os atores políticos se preocupam com seus interesses pessoais e eleitorais, a população segue abandonada. Em alguns rincões do nosso estado não há mais água potável e pessoas sofrem com desidratação em pleno século XXI! O abastecimento nos mercados começa a colapsar e tudo isso, repito, durante uma pandemia.
 
• Por tudo isso ninguém mais se surpreende com revoltas e manifestações. Estamos diante de um processo de ebulição social, que será um catalizador para mudar as pérfidas estruturas de poder que nos governam. Por isso acompanhamos juntos as reações à má gestão e ao desvio de recursos públicos. Os governantes de todos os poderes estão conscientes que a política praticada não é mais suportável. Os Sans-culottes do Amapá irão derrubar o Setentrião e adjacências… pelo voto. É questão de tempo! Eu não pagaria para ver!


Marcos Reátegui 
Advogado, ex-procurador geral do estado, ex-deputado federal, atual delegado da Polícia Federal.
 
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