21/11/2020 às 21h06min - Atualizada em 21/11/2020 às 21h06min

O Estado do Amapá vive uma tragédia humanitária

Foto: Arquivo Pessoal
A classe política amapaense não consegue conter a maior tragédia humanitária da história recente da república brasileira. A incompetência dos representantes do povo, eleitos pelo voto popular, tornou-se explícita aos olhos da Nação. Ressalte-se mesmo que o Brasil tenha suas mazelas e várias unidades da Federação sejam problemáticas, mas o Estado do Amapá acabou de descobrir que, em termos de gestão pública e política, hoje, é o pior Estado da Federação.
 
  A crise humanitária amapaense começou com a pandemia do Coronavirus e culminou com as tragédias do apagão energético. De repente, descobrimos que nossos representantes políticos estão exercendo seus mandatos sem nenhum compromisso. Somente agora, depois do escândalo nacional, alguns estão correndo de um lado para o outro na tentativa de ludibriar com alguns discursos e algumas ações de efeito moral. Na verdade, acreditamos que além de medidas judiciais nacionais, talvez o povo poderia entrar com ações nas Cortes Internacionais de Direitos Humanos contra eles por prática de crimes contra a dignidade da pessoa humana, em face do abandono, das mortes, doenças, aumento da miséria e da pobreza etc, causados por tais negligências políticas. 
 
  É bem verdade, e nem precisa está dizendo aqui, que o principal papel das autoridades políticas é administrar e fiscalizar a coisa pública. Então, nem adianta ficar jogando a culpa de um lado para o outro. Não somos burros. Sabemos qual o papel de cada político. Não é à toa (talvez esteja sendo) que pagamos milhões de impostos mensalmente para manter os altíssimos salários, mordomias, gabinetes, transportes, assessorias etc de prefeitos, vereadores, governadores, senadores, deputados federais e estaduais que não estão dão conta de fiscalizar pelo menos o processo de fornecimento de energia elétrica de nosso Estado e municípios. Imagine, então, o que mais eles estão negligenciando?
 
  O prejuízo com esses representantes políticos está cada vez mais alto. Ainda mais agora com esse apagão (e outro apagão dentro do apagão) que não acaba mais. Estamos ficando mais pobres, literalmente, mais pobres, com comidas e remédios estragados, eletrodomésticos pifados, além do estresse de falta de higiene adequado, noites mal dormidas, ataques de pernilongos, calor, vida toda precária, uma crise humanitária generalizada.
 
  E para piorar, neste momento de desdita social, a classe política se dividiu em dois grupos. Uma parte sumiu. Onde estão; ninguém sabe, ninguém viu (parlamentares municipais, estaduais e deputados federais, dentre outros). A outra metade aparece aqui e acolá com alguma estratégia de efeito para postar nas redes sociais e tirar proveito da situação. No caso dos três senadores, um fato interessante observado: Um está agindo junto ao Poder Judiciário Federal, com diversas ações, pedindo urgência nas soluções, indenizações coletivas, afastamento de gestores etc. Outro está atuando junto ao Poder Legislativo Federal, com projetos de leis com aprovações urgentíssimas, no sentido de viabilizar o pagamento de auxílios financeiros que possam amenizar as desgraças humanitárias e os prejuízos materiais que todo o povo está sofrendo. E o outro está atuando junto ao Poder Executivo Federal, em busca de medidas administrativas urgentes e efetivas, articulando, inclusive, a vinda do Chefe da Nação ao Estado para que, in loco, veja e se comova com o “holocausto social” que o caos causou nas vidas humanas amapaenses.
 
  Mas, pasmem, com toda esta situação dramática, um fato revolta em extremo. Algumas autoridades ainda estão tendo a insensatez de romantizar o caos, falando para as pessoas que tenham calma, que tudo vai passar etc. Claro que tudo vai passar. O problema é que essas pessoas que romantizam o caos deveriam mudar esse discurso e ter um pouco de empatia e se colocar, pelo menos por um momento, no lugar do povo que está sofrendo esta tragédia humanitária, com inúmeras limitações, inclusive de sobrevivência.
 
Sabemos que estas autoridades não irão fazer isso. Mas deveriam se sentir envergonhadas por terem falhado no mister público recebido das mãos dos cidadãos, por meio do voto. Deveriam reconhecer que negligenciaram na atuação fiscalizatória inerente à função pública que exercem. Deveriam demonstrar ressentimentos e pedir desculpas para a sociedade. Seria o mínimo a fazerem.
 
Mas eles não terão coragem de fazer isso, de assumirem seus próprios erros! Alguns, de forma leviana, ainda irão acusar o povo de não saber votar, quando, na verdade, a maioria do povo é de boa fé e sempre vota acreditando que o eleito vai aproveitar a oportunidade e vai cumprir com todas as promessas eleitorais feitas nas campanhas.
 
  A sociedade cumpre seu papel direitinho: trabalha, paga impostos, voto credulamente etc. E vocês políticos... 
 
 
DESTAQUES DA SEMANA
 
1- Jair Bolsonaro, Presidente da República, visita o Estado do Amapá em meio à tragédia humanitária estadual.
2- Os três senadores do Amapá acionam os três poderes da República pedindo socorro para o caos local.
3- Parlamentares municipais, estaduais e deputados federais, em silêncio, abandonaram o povo à própria sorte.
 
 
LIDERANÇAS
 
Balanço das Eleições 2020. Senador Davi elegeu maior número de prefeitos no Estado do Amapá. Depois de realizadas as Eleições Municipais 2020 em todos os 5.570 municípios brasileiros, menos em Macapá, Capital do Estado do Amapá, e somente haverá 2º turno em 57 municípios, a imprensa brasileira noticiou que os partidos de esquerda minguaram em número de prefeitos e vereadores eleitos e que os partidos de centro-direita cresceram bastante, dentre eles o Democratas, que é o partido do Senador amapaense Davi Alcolumbre, presidente do Senado brasileiro e do Congresso Nacional.
 
  Aqui no Estado do Amapá não foi diferente. O Partido Democratas foi o campeão em número de prefeitos eleitos. Elegeu os prefeitos de cinco municípios, a saber: Amapá: Carlos Sampaio; Laranjal do Jari: Márcio Serrão; Pedra Branca: Beth Pelaes; Tartarugalzinho: Bruno Mineiro; e Vitória do Jari: Ary Duarte. O DEM ainda tem o candidato Josiel concorrendo pela prefeitura de Macapá. Fonte: https://portaldacidade.co/e458ee40ec. 
 
ESPECIAL
 
NEWS: 01- Vereador Dreiser Alencar tenta reeleição (foto): Para Vereador, na Capital, o nome evangélico mais cotado é o do Pastor Dreiser Alencar (foto), filho do maior líder evangélico do Estado pastor Oton Alencar. Dreiser, na última legislatura, passou quase dois anos no exercício do mandato, no lugar do Vereador André Lima, que presidiu a Ctmac no período. Agora, de suplente, Dreiser Alencar busca a titularidade da vaga. Sucesso! 02- Lideranças suspendem e adiam evento anual da UFIADAP: Diante do caos social e político que o Estado está vivendo, os pastores Oton Alencar e Besaliel Rodrigues, da Convenção de Pastores UFIADAP, decidiram, por prudência, suspender o evento anual da 12ª AGO – Assembleia Geral, agendado para acontecer esta semana, de 19 a 21.11, para data futura a ser divulgada, pois a crise generalizada está causando muito sofrimento ao povo; 03- Conselho Estadual de Pastores Presidentes de Igrejas. Estará se reunindo mais uma vez, via on line, para analisar e orar pelo Estado do Amapá. De acordo com algumas lideranças, só tem uma saída para a crise amapaense: A oração!
 
ESTUDOS BIBLICOS
 
Tema: Pelos frutos se conhece a árvore – Jz 9.8-15. Estamos em Ano Eleitoral. Um trecho da Bíblia que bem reflete este momento, está registrado no livro de Juízes 9.8-15, a parábola (ilustração) proferida pelo profeta Jotão, que diz o seguinte:
  “Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei, e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós. Porém a oliveira lhes disse: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores? Então disseram as árvores à figueira: Vem tu, e reina sobre nós. Porém a figueira lhes disse: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto, e iria pairar sobre as árvores? Então disseram as árvores à videira: Vem tu, e reina sobre nós. Porém a videira lhes disse: Deixaria eu o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, e iria pairar sobre as árvores? Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós. E disse o espinheiro às árvores: Se, na verdade, me ungis por rei sobre vós, vinde, e confiai-vos debaixo da minha sombra; mas, se não, saia fogo do espinheiro que consuma os cedros do Líbano.”. Pense nisso!
 
FIQUE LIGADO
 
Coisas que Deus odeia e abomina. Diz a Bíblia, em Provérbios 6.16-19: “16. Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: 17. Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, 18. O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, 19. A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.”.
 
A contenda, ou desunião, desestabiliza qualquer grupo de pessoas em qualquer esfera de relações humanas. A contenda pode ser explícita ou dissimulada, podendo manifestar-se movida por egoísmo, falsidade e mau-caratismo.  
 
  A união é um teste à nossa fidelidade a Deus e ao próximo. Muitos dizem ser fiéis a Deus, mas não cultivam a irmandade. O cristianismo praticado, muitas vezes, é somente da boca para fora, tendo um coração cheio de mentiras e falsidades. Sejamos inteligentes fugindo destas práticas reprovadas pela Bíblia para sermos bem-sucedidos na face da Terra. Amém.
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