27/02/2021 às 14h50min - Atualizada em 27/02/2021 às 14h50min

TEM QUE TER AMOR, TEM QUE TER PAIXÃO

Edinho Duarte Jornalista, Pedagogo e ex-deputado estadual. Foto: Arquivo Pessoal
Hoje, quero falar de um tema muito interessante: “paixão pelo futebol”.
Eu sempre disse que a paixão pelo futebol vai além da lógica!

Você gasta um absurdo na camisa nova, porque - “o manto é sagrado” -; estampa no seu corpo aquela tatuagem do seu clube do coração; é capaz de pagar 1 milhão de reais para ver o seu jogador em campo; e quando seu time perde, fica insuportavelmente mal-humorado.

E você não entende como alguém pode não sentir o mesmo que você!

A paixão pelo futebol aproxima as pessoas numa velocidade incrível; mas pode também produzir antagonismo perigosamente irracional, quando interesses inconfessáveis passam a prevalecer nesse ambiente social.

Vejam o caso do Ypiranga clube!

Um dos mais tradicionais clubes de futebol do Amapá, o maior detentor de títulos da história do futebol profissional, atual campeão Amapaense, encontra-se acéfalo, por causa de uma ação judicial, que revela a vaidade tola e o desejo de vingança; ganância de quem não sabe o significado das palavras “amor e garra”, sentimentos que caracterizam o verdadeiro “Ypiranguista”.

Desde que o padre Vitório Galliani convocou jovens da Juventude Oratoriana do bairro do Trem para fundar o clube da torre, numa alusão à torre da igreja Nossa Senhora da Conceição, padroeira do clube de maior torcida do estado, o sentimento de “amor” pelo clube sempre foi cultivado como o primeiro mandamento da lei do futebol.

Infelizmente tenho que reconhecer; esses sentimentos nobres estão desaparecendo aos poucos no decorrer da história da “coruja da torre”.

Por trás desses interesses escusos, estão cobranças judicias; causas trabalhistas, colocando em risco o patrimônio do clube, sua sede, localizada na área central do bairro do trem, construída com muito sacrifício, depois de muitos reveses, provocados por gestões temerárias.

Pessoas inconsequentes, dispostas a tudo para fazer prevalecer suas megalomanias, indiferentes com a causa maior que pode motivar um “torcedor apaixonado”.

Essas pessoas, travestidas de torcedores, precisam entender definitivamente que, para dirigir um clube como o Ypiranga: “tem que ter amor, tem que ter paixão”.

Bom diaaaa!
 “Acorde para vencer,
 Desperte para ser feliz”
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