18/08/2020 às 11h28min - Atualizada em 18/08/2020 às 11h28min

Correios decretam greve por tempo indeterminado.

A paralisação ocorre em protesto contra retirada de direitos, privatização e falta de medidas para proteger empregados da pandemia.

Da Redação
Foto: Elza Fiúza/ EBC /Arquivo
A Paralisação começou nesta segunda-feira, às 22h, e não há prazo para o fim. Conforme a federação, os grevistas são contra a privatização dos Correios, reclamam do que chamam de “negligência com a saúde dos trabalhadores” em meio a pandemia. 

A estatal manteve um mínimo de atividades em funcionamento, já que se trata de um serviço essencial.

Em nota a categoria denuncia o corte de 70 benefícios da classe, como vale-alimentação, auxílio-creche e reduções de até 30% no adicional de risco, além de pagamentos com descontos indevidos e um aumento na parcela a ser paga por planos de saúde, o que tornou a cobertura impraticável para muitos dos funcionários, que recebem o piso salarial.

“Os Correios não pretendem suprimir direitos dos empregados. A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados” declarou a autarquia.


Segundo o secretário da FENTECT (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), Emerson Marinho, os sindicatos não concordaram com a proposta de reajuste salarial sugerida pela diretoria da companhia, como por exemplo a retirada de filhos dependentes com necessidades especiais. Para os funcionários, essa perda de benefícios significa um retrocesso de direitos.

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