26/08/2020 às 13h00min - Atualizada em 26/08/2020 às 13h00min

IBGE: prévia da inflação fica em 0,23% em agosto.

Pesquisa foi feita em onze capitais.

EBC
Foto:Tania Rêgo/ Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) ficou em 0,23% em agosto. O indicador acumula alta de 0,90% no ano e de 2,28% em 12 meses. Os dados foram divulgados hoje (25), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em julho de 2020, o índice ficou em 0,30% e, em agosto de 2019, a alta foi de 0,08%.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, sete tiveram alta em agosto. O grupo Transportes teve expansão de 0,75%, exercendo a maior pressão no índice, apesar da desaceleração em relação a julho, quando o aumento no grupo foi de 1,11%. 

A principal influência da alta foram os preços dos combustíveis, que subiram 2,31%, com o maior impacto individual vindo da gasolina, que ficou 2,63% mais cara. O óleo diesel subiu 3,58% e o preço do gás veicular aumentou 0,47%. Já o etanol teve queda de 0,28%.

O grupo Educação teve deflação (queda de preços) de 3,27% e contribuiu para conter a inflação, com os descontos nas mensalidades concedidas em razão da suspensão das aulas presenciais por causa da pandemia de covid-19, que foram computados em agosto. Os cursos regulares tiveram recuo de 4,01%, com mais ênfase na pré-escola, onde os preços diminuíram 7,30%, seguida pelos cursos de pós-graduação, com queda de 5,83%; educação de jovens e adultos registrou queda de 4,74% e, no ensino superior, os preços caíram 3,91%.

Alta e baixa

O grupo dos artigos para residência subiu pelo quarto mês seguido com alta de 0,88% em agosto. Ao mesmo tempo, os itens de mobiliário caíram 0,14% no mês, acumulando com a queda de 0,91% observada em julho. Os produtos e serviços de Comunicação subiram 0,86% e os de Alimentação e bebidas ficaram 0,34% mais caros.

Tiveram alta de 0,61% os alimentos para consumo no domicílio, com alta nas carnes (3,06%), leite longa vida (4,36%), frutas (2,47%), arroz (2,22%) e pão francês (0,99%). Tiveram baixa no mês o preços do tomate (-4,20%), da cebola (-8,04%), do alho (-8,15%) e da batata-inglesa (-17,16%).

A energia elétrica subiu 1,61% e pressionou o grupo Habitação, que teve aumento de 0,57%. As contas de luz ficaram mais caras em Belém, São Paulo, Fortaleza, Salvador, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre. Houve queda na energia elétrica, devido a reduções nas alíquotas de PIS/Cofins, em Curitiba (-2,59%) e Brasília (-0,36%).


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