28/08/2020 às 17h00min - Atualizada em 28/08/2020 às 17h00min

Proprietários de Amaroks afetados pelo Dieselgate podem ser restituídos de forma antecipada e sem riscos

Compradores dos veículos fabricados em 2011 e parte de 2012 que foram prejudicados pela fraude podem receber de R$1mil a R$ 6mil antecipadamente, graças à nova parceria entre Regera e Assecivil.

DINO
https://dieselgate.com.br


A Assecivil (Associação de Direitos do Consumidor) e a plataforma Regera se uniram para oferecer uma solução inovadora a milhares de brasileiros que adquiriram Amaroks com um dispositivo de emissão adulterado no motor a diesel. Conhecida como Dieselgate, a fraude, constatada em modelos 2011 e alguns 2012, trouxe problemas mecânicos, maiores custos com manutenção e consumo de combustível, porém um valor indenizatório já pode ser obtido à vista e antecipadamente, sem nenhum tipo de risco.

Para viabilizar as indenizações devidas pela montadora responsável, a empresa Regera precifica o valor do direito (indenização) e conecta investidores, que fazem uma oferta de antecipação entre R$ 1 mil e R$ 6 mil, dependendo do perfil do consumidor. Segundo o fundador da startup, Bruno Dollo, este modelo é inovador e inédito porque gera a opção de recebimento à vista, de forma ágil e segura, sem levar em consideração o futuro êxito da ação no judiciário.

“Aceitar uma oferta de antecipação é uma decisão exclusiva do consumidor. Quem não quiser logo no início, poderá também optar por receber em outro formato, no ‘final da ação’, recebendo 70% do valor da indenização no êxito da ação, sem ter de arcar com qualquer despesa”,  esclarece Dollo. Ainda de acordo com o diretor da Regera, a ação por danos morais neste caso já atinge o valor de R$ 16.275,79, com juros e correção aplicados - considerando o período de outubro de 2019 como referência para o cálculo -, além disso, existe uma chance do cliente ser indenizado por danos materiais também.


A Assecivil, que também apoia a defesa dos consumidores interessados em buscar seus direitos na justiça, contra a montadora, já representa mais de 350 mil pessoas em uma ação movida contra a empresa de saneamento básico do Estado de São Paulo, por conta de uma cobrança indevida. Para a conselheira e diretora da associação, Tatiana Rached, a entidade nasceu para lutar pelos consumidores em um sistema sem custos e totalmente digital. “Queremos disponibilizar uma alternativa mais acessível, ágil e vantajosa em relação às opções existentes hoje em dia”, afirma.

 

No site https://dieselgate.com.br o consumidor pode realizar o cadastro e descobrir se tem direito a uma indenização.

 

O caso Dieselgate

Em 2015, a montadora admitiu a instalação deliberada de um dispositivo que forjou menores resultados na emissão do óxido de nitrogênio (NOx) pelos carros. Além do impacto ambiental provocado por veículos mais poluentes, o dispositivo também gerou problemas no motor, maior consumo de combustível e custos de manutenção. O caso ficou conhecido no mundo todo como Dieselgate.


Apesar da fabricante reconhecer que mais de 17 mil veículos foram afetados no país, os consumidores lesados ainda não foram indenizados.

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