31/08/2020 às 15h01min - Atualizada em 31/08/2020 às 15h01min

Após 4 meses em prisão domiciliar, Roger Abdelmassih volta para a cadeia.

Ele foi condenado a 173 anos de prisão pelo abuso sexual de pacientes.

Da Redação
Foto: Reprodução
Condenado a  173 anos de reclusão,  pelo estupro de 56 pacientes, Roger Abdelmassih, 76 anos, cumpria prisão domiciliar desde 19 de abril, quando a juíza Sueli Zeraik determinou que Abdelmassih poderia cumprir a pena em casa por ser do grupo de risco da covid-19. Na sexta, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) revogou a decisão.

Segundo os desembargadores da 6ª Câmara Criminal do TJ a pandemia em si não autoriza a antecipação da progressão do regime e a pena do ex-médico é em regime fechado, por tanto ele não tem o direito no momento de passar ao regime domiciliar.

O Ministério Público entrou com recurso afirmando que não há nenhum cuidado que o ex-médico receba fora que não possa ter na cadeia.

“Quanto à prisão domiciliar de natureza humanitária, que estaria autorizada pela pandemia do Corona vírus (COVID-19, este fenômeno não acarreta o automático e imediato esvaziamento dos cárceres. E isso porque, não obstante a gravidade da situação e a necessidade de serem tomadas providências tendentes a evitar que ela alcance o sistema prisional (aliás, há notícia de que algumas medidas que favorecem o isolamento dos presídios já foram tomadas), sua existência não altera a legislação", diz trecho da decisão.

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