22/09/2020 às 12h10min - Atualizada em 22/09/2020 às 12h10min

Coronavírus: Governo do Estado do Amapá integra ação de saúde para indígenas no Parque do Tumucumaque.

Ação ocorreu no lado leste do Parque Indígena e Rio Paru D´este e aconteceram em parceria com o DSEI.

Ascom Gea
Foto: Bruna Arnas

Os povos originários da Terra Indígena do Parque do Tumucumaque receberam mais uma etapa da ação de enfrentamento à covid-19. A iniciativa é uma parceria entre o Governo do Estado do Amapá, Distrito Sanitário Especial Indígena do Amapá e Norte do Pará (Dsei).

Desta vez, a ação ocorreu no lado leste do Parque Indígena e Rio Paru D´este, complementando, assim, o primeiro ciclo de ações, alcançando mais de 13 mil indígenas. Cerca de 25 profissionais da saúde do Estado do Amapá, como técnicos em enfermagem e enfermeiros, participaram desta última etapa da missão, sob a coordenação do Núcleo Estadual de Saúde Indígena (Nesi).

As 23 aldeias participantes da ação são das etnias Tiryió, Akuyô, Apalai e Waiana e têm difícil acesso. Cada uma delas recebeu por seis dias a atenção dos profissionais de saúde.

 

“Essa ação consiste em realizar uma busca ativa, fazer testes rápidos de covid em todos os indígenas e em todas as comunidades, fazer a dispensação de protocolo terapêutico, ou seja, medicamentos, para todos que testaram positivo. Essa parceria com o governo do Amapá, foi fundamental em todas as aldeias do baixo, médio e alto Rio Paru D´este. Encerramos, desse modo, esse primeiro ciclo, atendendo a 13.219 indígenas”, declarou Roberto Bernardes, coordenador do DSEai - Amapá e Norte do Pará.

Ao fim da reunião dos caciques e lideranças indígenas com técnicos do Dsei e da saúde amapaense, realizada na aldeia Urunai, a liderança Demétrio Tiriyó fez uma avaliação.

“Foi muito proveitoso e importante a ação. Eu tenho que agradecer às equipes que vieram junto com o coordenador [do Dsei], as equipes de saúde do governo. Então, tem que sempre ser assim, trabalhar junto, vocês sabem que não é fácil, e precisamos de parceria, com Nesi, com todo mundo, para melhorar saúde indígena”, declarou Demétrio Amissipa Tiriyó.

 

Desafiador e fundamental

Para a coordenação do núcleo de saúde indígena do Amapá, a tarefa realizada pelo Estado consistiu em um grande desafio. Andréia Pacheco, coordenadora do Nesi, destacou que não apenas esta última etapa, mas a ação como um todo no Amapá teve êxito, tendo os indígenas em território amapaense - e mesmo os do norte do Pará que o Estado do Amapá não se furtou em apoiar -, reagido bem à pandemia, sendo os registros de complicações graves ou óbitos, muito pequenos.

“Foi fundamental para os povos indígenas esse conjunto de ações em que fomos parceiros do Dsei. Conseguimos detectar pacientes acometidos e assim identificar e tratar preventivamente, evitando o agravamento da doença. Aqui no Amapá, diferente de outros lugares, os óbitos não foram a realidade, porque desde que começou a pandemia tivemos logo essa iniciativa de fazer essa busca ativa. Foi um enorme desafio, mas muito necessário”, finalizou Andréia.

 

 

 


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