25/09/2020 às 19h37min - Atualizada em 25/09/2020 às 19h37min

Iepa apresenta novos métodos para o combate ao Aedes Egypt no Amapá.

O Instituto de Pesquisa apresentou 4 métodos diferentes para contribuir no trabalho da SVS contra o Aedes Egypt.

Ascom Gea
Foto: Nelson Carlos

Com o objetivo de combater o Aedes Egypt e evitar que ele contamine e prolifere a dengue sobre outras pessoas, a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) reuniu com o Instituto Estadual de Pesquisas do Amapá (IEPA) para analisar propostas de ações de combate ao mosquito. O encontro ocorreu na nesta terça-feira, 22, na sede da SVS, em Macapá. 

Foram apresentados três projetos de combate ao vetor da doença: um a partir de bácilos thurigienses; o segundo com base no hormônio do crescimento; e o terceiro através de armadilha dispersora. 

bácilos thurigienses é o nome cientifico dado ao produto Vectobac, que consiste na aplicação do produto em um recipiente de vaso com terra, onde serão depositados larvas do Aedes que serão exterminadas. 

Já o segundo projeto adota a aplicação de hormônio do crescimento em mosquitos do aedes jovens, impedindo que os mesmo cheguem na fase adulta. O terceiro método de combate consiste no uso de armadilhas dispersoras, que usa a aplicação de inseticida em pó em recipientes em diferentes casas, onde o Aedes irá pousar e levar o pó para outros reservatórios do mosquito. 

Os projetos foram apresentados pelo diretor de pesquisa do Iepa, Alan Kardec Galardo, que explicou sobre o funcionamento de cada iniciativa e sobre as suas características.

“Nós apresentamos os projetos que apresentam melhor funcionamento no combate ao Aedes Egypt, agora a SVS vai escolher qual melhor funciona para a realidade epidemiológica do estado do Amapá e verificar como podemos pôr em prática aqui no estado”, disse Alan Kardec. 

Há, ainda, uma quarta alternativa de projeto para o combate ao Aedes, através de planta indiana utilizada na agricultura para adubo, e que através da sua flor amarela atrai insetos predadores de mosquitos. Esse projeto é desenvolvido pelo pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Gilson José, que também participou da reunião.

“O método consiste na atração de forma natural de libélulas, por meio da crololária, para o meio urbano, que são naturalmente predadoras de mosquito, fazendo com que elas contribuam no combate ao Aedes Egypt de forma natural”, explicou o pesquisador. 

“Todos os projetos serão estudados e analisados pela nossa equipe técnica da SVS, que irão verificar qual dentre os quatro é a melhor alternativa para o nosso estado, além de pesquisar meios técnicos para colocá-los em prática, analisando, por exemplo, a logística necessária para cada um ser implementado", explicou o superintendente de Vigilância em Saúde, Dorinaldo Malafaia.


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