24/05/2019 às 19h00min - Atualizada em 24/05/2019 às 19h00min

"Devemos aprovar a MP 870 como veio da Câmara", diz Bolsonaro

Presidente minimizou transferência do Coaf para Ministério da Economia

EBC
Jair Bolsonaro faz transmissão ao vivo ao lado do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, do presidente da Embratur, Gilson Machado, e da intérprete de libras, Elizângela Castelo Branco. (Presidência da República)

O presidente Jair Bolsonaro defendeu a aprovação da Medida Provisória nº 870, que trata da reestruturação administrativa do governo, da forma como foi votada pela Câmara dos Deputados. A votação da MP foi concluída e segue para análise do Senado, onde deve ser votada na semana que vem.

Entre as principais mudanças aprovadas pelos parlamentares, está a volta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o Ministério da Economia. Desde janeiro, o Coaf estava subordinado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, a pedido do ministro Sergio Moro, que queria dar prioridade ao trabalho de combate à corrupção, já que o órgão é especializado em investigação de possíveis crimes financeiros, como lavagem de dinheiro.   

"[O Coaf] continua no Executivo, sem problema nenhum. Deve ser votada na semana que vem no Senado. No meu entender, deve aprovar o que foi votado na Câmara dos Deputados e vamos seguir em pautas mais importantes", disse Bolsonaro, durante transmissão ao vivo em sua página no Facebook. Ele estava acompanhado do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e do presidente da Embratur, Gilson Machado Guimarães.


 

Mais cedo, o próprio ministro Sergio Moro lamentou a decisão dos deputados, mas disse que isso faz parte do jogo democrático. Bolsonaro também comentou durante a live a atuação da bancada do seu partido, o PSL, no Poder Legislativo. Segundo ele, não é possível vencer todas as votações.

"A minha bancada do PSL é uma bancada de parlamentares muito novos. Alguns acham que vamos ganhar todas, não dá. A gente vai perder alguma votação, sem problema nenhum, mas a nossa bancada não vai atrapalhar as votações", disse. O presidente ressaltou que não controla sua bancada, que tem autonomia, mas reforçou a necessidade de uma rápida votação da MP nº 870 na semana que vem, quando será analisada pelos senadores. Segundo Bolsonaro, a maior parte do texto original foi mantida e as mudanças promovidas pelo Congresso fazem bem à democracia.

"O que eu peço aos meus liderados, o pessoal do meu partido, que aprove o que passou na Câmara, numa votação simbólica, relâmpago, e toca o barco. Aprovamos mais de 95% do que tinha na MP. Logicamente, o Parlamento fez sua mudança e a gente vai reconhecer, isso faz bem para a democracia", disse.

Previdência

Pela manhã, durante o quarto café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto, Bolsonaro voltou a defender a reforma da Previdência. Dessa vez, ele classificou a medida como o "projeto-mãe" para a recuperação econômica do país. "A Previdência é o nosso projeto-mãe. Se der errado ali, se não passar a reforma, complica a situação do Brasil".

 

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