28/09/2020 às 12h09min - Atualizada em 28/09/2020 às 12h09min

TJAP promove campanha permanente de combate às Fake News.

Ascom Tjap
Foto: Tjap
O uso cada dia mais intenso e frequente da internet, das mídias sociais e dos aplicativos de mensagem, embora democratize o acesso e a produção de informação de qualidade, também possibilita a propagação de informações falsas ou sem apuração de qualidade. Em um esforço para promover um maior rigor na leitura e compartilhamento de notícias, o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) tem feito sua parte por meio de campanhas permanentes nas mídias sociais com a divulgação de técnicas de identificação de Fake News (notícias falsas) e verificação de fatos e fontes. (VÍDEO DA CAMPANHA DE COMBATE À FAKE NEWS).



O presidente do TJAP, desembargador João Lages, se declara defensor contumaz do direito individual à liberdade de expressão, assim como o direito coletivo a uma Imprensa livre, mas ressalva que direitos também acarretam responsabilidades. “Uma Imprensa livre é tão indispensável ao Estado Democrático de Direito quanto uma Justiça independente, mas todos nós precisamos ser responsáveis pelo que dizemos”, defendeu, acrescentando que “faltar com a verdade pode implicar em prejuízos morais e materiais muitas vezes irreversíveis”.

O desembargador explica que, seja por má fé (premeditado) ou por boa fé (confiando sem verificar fontes), o fenômeno que tem se afirmado com mais intensidade é a divulgação explosiva de informações sem base em fatos reais ou opiniões qualificadas, que servem mais a interesses particulares do que ao público. “Quando nossa palavra ou nossos gestos causam dor ou prejuízo a outros, podemos eventualmente ser responsabilizados pelo que dizemos e propagamos, independente da nossa intenção”, observou o magistrado.

“Não é só para evitar causar danos a quem não os merece, por vezes a toda a sociedade, mas também para seguir princípios de cidadania, creio ser de bom tom que tomemos alguns cuidados antes de acreditar no que lemos e antes de repassar aquilo como certo”, declarou o desembargador-presidente.

“Justiça do Amapá se preocupa diariamente com a comunidade a que assiste, muitas vezes indo além de sua missão jurisdicional”, garantiu o presidente. “É por esse motivo que o TJAP desenvolve campanhas educativas e preventivas, sempre ajustadas com as demandas mais atuais da nossa sociedade e fazendo o melhor uso destes recursos de divulgação online”, concluiu João Guilherme Lages.

COMO VERIFICAR FAKE NEWS

Para saber se a notícia é verdadeira ou falsa, siga os seguintes passos:

Verifique o que dizem outros veículos de sua confiança ou já estabelecidos;
Cheque a atualidade (data da publicação) e autoria (assinatura) da notícia e dê prioridade aos veículos que evidenciem ambas;
Avalie se a matéria expõe dois ou mais pontos de vista com equilíbrio e imparcialidade;
Confirme a qualificação das fontes (formação, histórico e conflitos de interesse);
Valorize veículos que apontam currículo das fontes e links para referências científicas.
Além disso, desconfie de: títulos muito sensacionalistas; exigência de compartilhamento; nome ou visual que imita outros veículos; e textos com erros de português ou adjetivos frequentes, que tratem opinião como fato ou que afirmam absolutos (todos, sempre, nunca etc.).

As fake news empregam recursos pseudojornalísticos para se legitimarem como verdade diante de pessoas que – acreditando estar em contato com uma informação verídica – são usadas como elo para compor uma corrente difusora de notícias falsas. São as chamadas fake news, que transformaram os meios digitais de comunicação em um campo minado, com a disseminação de material informativo ardiloso que desvirtua deploravelmente o caráter dialético do jornalismo, cuja razão de ser é a descoberta de importantes verdades.

Ao ler uma citação duvidosa sobre o Tribunal de Justiça do Amapá, entre em contato com a Assessoria de Comunicação do TJAP pelo whatsapp (96) 9 9186 5456 ou envie um e-mail para ascom.comvoce@tjap.jus.br e vamos esclarecer todas as suas dúvidas.

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