03/11/2020 às 15h40min - Atualizada em 03/11/2020 às 15h40min

Professora conta experiência de utilizar ferramentas digitais para ministrar aula na pandemia.

Maria Goreth Moraes, professora de língua portuguesa, assim como tantos outros professores vivem o momento de aprendizado com as novas ferramentas.

Ascom Gea
Foto: Arquivo Pessoal
Por conta do cenário de pandemia, a educação enfrenta grandes desafios. Não se sabe ainda quando as aulas presenciais poderão retornar, mas quando acontecer, mudanças na infraestrutura das escolas e nos recursos humanos poderão ser exigidas.

Para os professores, em particular, o momento está exigindo força e determinação para continuarem ensinando. Segundo conta a professora Maria Goreth Moraes, que leciona a disciplina de língua portuguesa na Escola Estadual Antônio Lima Neto, zona norte de Macapá, a sua metodologia de aula, antes da pandemia, teve de ser mudada por completo.

“Antes da pandemia, eu planejava a aula em casa e vinha para sala de aula lecionar. Com a pandemia, tive que estudar, pesquisar, procurar saber e aprender novas técnicas de ministrar minha aula”, contou.

A grande maioria dos professores utilizam as tecnologias no seu dia a dia, mas o contexto muda quando se trata de conhecer e dominar novas ferramentas e metodologias para adaptar as aulas a um novo formato. Para Maria Goreth, o processo de aprender a lidar com novas tecnologias é um desafio que é vencido aos poucos.

“Eu não era muito ligada a tecnologia digital, mas busquei ajuda com meus colegas professores que têm mais experiência e também passei a usar as ferramentas digitais da Seed. Agora, ainda mais, pesquiso, formulo questões e coloco na plataforma e em grupos do WhatsApp para que os estudantes tenham acesso e me deem o retorno. Esse processo não é fácil, mas estamos aprendendo a lidar”, afirmou.

A profissão de professor possui uma relação interpessoal e de acolhimento. Conforme cita a professora Goreth, a falta do contato presencial e das interações entre professores e alunos é outro desafio que necessitar ser adequado às aulas.

“Converso muito com os pais dos estudantes, tendo em vista que eles possuem muitas dúvidas sobre as atividades de seus filhos e são parte nesse processo de aprendizado. Além dessa conversa com os pais, dialogo com os alunos regularmente para tornar o conteúdo da aula o mais claro possível, porque presencialmente é mais fácil, mas por meio remoto exige um pouco de preparo, paciência e dedicação”, finalizou a professora Goreth Moraes.

Retorno das aulas presenciais

Um comitê estratégico para Retomada Responsável e Gradual das Atividades Educacionais Presenciais na rede pública e particular de ensino do Amapá, foi formado com o objetivo de elaborar protocolos de medidas sanitárias, ações pedagógicas, gestão de pessoas, transporte escolar e alimentação escolar para o retorno às salas de aula no Estado.

Ainda não há previsão para o retorno das aulas presenciais, mas os estudos seguem sendo feitos peço comitê que é formado por gestores governamentais, órgãos representantes de classes, Universidade Estadual (Ueap) e técnicos da educação, saúde e vigilância


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