18/11/2020 às 20h13min - Atualizada em 18/11/2020 às 20h13min

Comitê Estadual de Saúde do Judiciário do Amapá solicita plano emergencial de ampliação de leitos para COVID-19 na rede hospitalar

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Foto: Tjap

Em reunião extraordinária virtual, na tarde desta terça-feira (17), o presidente do Comitê Estadual de Saúde do Judiciário (CESJUS), desembargador Carlos Tork, após o coletivo analisar os relatórios semanais sobre a curva de contaminação pelo novo Coronavírus no Amapá, solicitou que a gestão estadual da saúde “apresente plano para ampliação de leitos hospitalares, e que a gestão municipal analise a possibilidade de abertura de um novo Centro COVID em Macapá”.

A preocupação do comitê se dá em razão do ”crescimento acentuado do número de atendimentos nas UBS, com emissão de receitas e o crescente número de internações”, complementou o desembargador. Na primeira semana de outubro foram registrados, em média, 248 pacientes por dia na rede básica. Na semana anterior ao início do apagão, esse número subiu para 958.

Secretário executivo do CESJUS e integrante do Núcleo de apoio Técnico do Tribunal de Justiça do Amapá (NAT-JUS), o médico Ronaldo Dantas alertou que os boletins relativos ao período do apagão, a contar de 03 de novembro, “não revelam a realidade da COVID-19 no estado porque as pessoas deixaram de procurar as unidades básicas, mesmo com sintomas, priorizando providências contra a falta de energia e água”.

São 777 óbitos até o momento no Amapá, e os municípios de Santana e Porto Grande apresentam maior incidência de contaminação, de acordo com o último Boletim Epidemiológico do Estado. “Este sub-registro no atendimento básico durante o apagão, pode representar impacto no número de internações na rede hospitalar, uma vez que muitos desses pacientes entrarão no sistema com quadro agravado”, disse Ronaldo Dantas.


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