21/11/2020 às 21h40min - Atualizada em 21/11/2020 às 21h40min

Artigo: Combate aos crimes ambientais na Amazônia

Foto: Romerio Cunha/VPR.
Meus amigos da Amazônia, é com muito satisfação que me dirijo à vocês, para falar de algumas atividades que foram desenvolvidas pelo Conselho Nacional da Amazônia Legal ao logo dos últimos dias.

Como sabem, recentemente, coordenei uma visita, organizada pelo conselho, com diplomatas de diversos países estrangeiros e a presença dos nossos ministros do Gabinete Institucional de Segurança, do Meio Ambiente, da Agricultura, para a visita realizada na Amazônia Ocidental.

Na ocasião tivemos oportunidade de ver as excelentes iniciativas que contribuem para a proteção e preservação do meio ambiente. Cito como exemplo o Laboratório de Investigação de Crime Ambiental que fica em Manaus na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal.

Durante a visita o superintende regional, Alexandre Silva Saraiva, nos fez uma palestra apresentando as tecnologias que estão sendo empregadas na identificação e rastreabilidade dos diferentes crimes que são cometidos na região.

Eu conversei com o Dr. Alexandre sobre como a Polícia Federal atua no combate aos crimes ambientais e vou repassar alguns aspectos importantes que precisam ser compartilhados.

O superintendente me explicou que a PF precisou fazer uma releitura do problema para que a equipe pudesse conhecer melhor e assim combater o fenômeno do desmatamento. A partir de imagens de satélites foi possível constatar que a causa primordial do desmatamento é o tráfico nacional e internacional de madeira na Amazônia brasileira.

A nossa madeira está sendo negociada no mercado internacional por um preço vil, nos Estados Unidos está sendo negociada a preço de compensado, mais barata que a madeira de pinus. Na Europa tá sendo negociada a preço de eucalipto. Uma árvore que fornece uma madeira extremamente valiosa sendo vendida no mercado internacional ao preço de eucalipto e pinus.

Com base nessas premissas, o Dr. Alexandre e sua equipe adotou uma severa fiscalização nos portos e uma severa verificação as rastreabilidade utilizando-se como base a ciência, utilizando tecnologias que estão na fronteira do conhecimento, que fazem a rastreabilidade da madeira com base nos isótopos estáveis e na assinatura química, o que dá uma assinatura isotópica da madeira que pode ser aferida em qualquer lugar do mundo, estamos dando rastreabilidade à madeira brasileira.

Essa rastreabilidade vai permitir que saibamos se essa madeira saiu de uma área indígena, de uma área autorizada, se saiu de uma área de conservação. Os países consumidores têm uma responsabilidade muito grande porque a lei da oferta e da procura é uma lei universal vão poder saber se a origem dessa madeira é lícita.

Essa estratégia vai permitir que os países ajudem o Brasil na investigação e no combate aos traficantes de madeira que atuam no Brasil e que são organizados, verdadeiras organizações criminosas.

Combatendo os que retiram madeira de maneira ilegal, vãos dar espaço aos que retiram de maneira lícita, porque hoje não tem como competir com o ilegal. É uma estratégia para viabilizar o negócio lícito da madeira 
Minhas amigas e amigos, eu fico por aqui e mais uma vez destaco a importância da ajuda de vocês é fundamental para o combate dos crimes ambientais. Denunciem!
Até a próxima semana e meu fraterno abraço a todos.

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