30/11/2020 às 21h13min - Atualizada em 30/11/2020 às 21h13min

Relatório Confidencial revela condução incorreta da China em fases iniciais da Covid.

Denunciante que apresentou o arquivo pediu o anonimato.

Da Redação
Foto: Reuters Lucas Jackson Direitos Reservados
Em um relatório marcado como "documento interno, por favor, mantenha confidencial", as autoridades de saúde locais na província de Hubei, na China, onde o vírus foi detectado pela primeira vez, lista um total de 5.918 novos casos detectados em 10 de fevereiro, mais do que o dobro do número público oficial de casos confirmados , dividindo o total em uma variedade de subcategorias.

Esse número alarmante não foi divulgado na época, e ao que parece a China minimizou a gravidade do surto.

O documento com 117 páginas contém uma série de revelações do Centro Provincial de Controle e Prevenção de Doenças de Hubei.

A China rejeitou veementemente as acusações feitas pelos Estados Unidos e outros governos ocidentais de que teria omitido informações relacionadas ao vírus, e diz ter sido transparente desde o início do surto.

Mas os documentos revelam várias inconsistências entre o que autoridades acreditavam estar acontecendo e o que foi revelado ao público.

Um dos dados mais impressionantes refere-se à lentidão com que os pacientes locais com Covid-19 foram diagnosticados.

Em uma entrevista coletiva em 7 de junho, a China divulgou um Livro Branco afirmando afirmando que o governo chinês sempre publicou informações relacionadas à epidemia de "maneira oportuna, aberta e transparente".

“Ao fazer um esforço total para conter o vírus, a China também agiu com grande senso de responsabilidade para com a humanidade, seu povo, a posteridade e a comunidade internacional. Forneceu informações sobre a Covid-19 de maneira totalmente profissional e eficiente, divulgou informações confiáveis e detalhadas o mais cedo possível em uma base regular, respondendo de forma eficaz à preocupação pública e construindo um consenso público ", diz trecho do Livro Branco.

Segundo especialistas em saúde, os documentos não revelados pela China geraram consequências globais.

As revelações que vazaram ocorrem no momento em que aumenta a pressão dos EUA e da União Europeia sobre a China para cooperar totalmente com uma investigação da Organização Mundial de Saúde sobre as origens do vírus.

Segundo à CNN, Os arquivos foram apresentados por um denunciante que pediu anonimato. Eles disseram que trabalhavam dentro do sistema de saúde chinês e eram patriotas motivados a revelar uma verdade que havia sido censurada e homenagear colegas.

Ainda segundo a CNN, não está claro como os documentos foram obtidos ou por que artigos específicos foram selecionados. Os arquivos foram verificados por seis especialistas independentes que examinaram a veracidade de seu conteúdo.

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