09/01/2021 às 12h42min - Atualizada em 09/01/2021 às 12h42min

Desembargadora presa na Operação Faroeste entrega nomes de 58 envolvidos em esquema de venda de sentenças.

Sandra Inês cumpre prisão domiciliar desde o fim de setembro.

Da Redação
Foto: Reprodução/TV Bahia
A desembargadora Sandra Inês Moraes Rusciolelli, presa na Operação Faroeste e cumprindo prisão  domiciliar desde  o fim de setembro, entregou no processo de delação premiada negociada uma  lista com 58 nomes envolvidos no esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

A Operação Faroeste apura a participação de membros do TJ baiano em organizações criminosas especializadas em vendas de decisões e lavagem de ativos, com atuação nos conflitos de terras do Oeste baiano e outras regiões.

Na lista, constam 12 desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ), sete deles formalmente investigados pela operação: José Olegário Monção Caldas, Maria das Graças Osório Pimentel Leal, Ligia Maria Ramos Cunha, Ivanilton Santos Silva, Ilona Marcia Reis e os ex-presidentes do TJ Gesivaldo Britto e Maria do Socorro Barreto Santiago, sendo que os três últimos nomes cumprem prisão preventiva por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A petição inclui também 11 juízes do TJ suspeitos de receberem propina em troca de decisões favoráveis ao esquema de corrupção.

Mais 35 nomes são citados no documento, que seriam filhos e parentes de desembargadores suspeitos de participar da venda de sentenças, e advogados apontados como intermediários da venda de sentenças, além de funcionários do TJ que atuam em gabinetes de desembargadores afastados pelo STJ e empresários com supostos interesses em decisões favoráveis do tribunal referentes a disputas imobiliárias.
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