13/01/2021 às 11h50min - Atualizada em 13/01/2021 às 11h50min

Delegados detalham sobre a investigação do assassinato de mototaxista em Macapá/Ap.

Adriano Farias Pureza, de 34 anos, confessou ser integrante de organização criminosa e disse que havia uma ordem de execução contra a vítima.

Polícia Civil
Foto: Polícia Civil
Nessa terça-feira, 12, a Polícia Civil do Amapá, por meio dos Delegados Wellington Ferraz, Dante e Alan Moutinho, recebeu a imprensa para prestar esclarecimentos acerca da investigação quanto ao homicídio do mototaxista Silvan dos Santos Farias, de 40 anos de idade, que foi visto pela última vez no dia 25 de dezembro, durante um almoço familiar. Silvan foi assassinado e o corpo dele jogado dentro de um poço em uma propriedade particular localizada na zona Oeste da capital.

Inicialmente, foi realizado um boletim de ocorrência na 6ª Delegacia de Polícia da Capital informando o desaparecimento da vítima, bem como que a sua moto estava estacionada na Praça da Conceição, no bairro do Trem.

"A partir do momento que tivemos ciência de elementos mínimos que o desaparecimento poderia se tratar de um homicídio, o Delegado Dante e sua equipe passaram investigar", destacou o Delegado Wellington Ferraz, titular da Delegacia de Homicídios.
De acordo com o Delegado Dante, com o apoio do Núcleo de Operações e Inteligência (NOI) e através das imagens das câmeras de segurança próximas ao local onde a moto da vítima foi abandonada, a Polícia Civil conseguiu identificar o suspeito.

"Na data de ontem, o suspeito foi abordado por uma equipe da Polícia Militar e, ao verificarem que ele estava com o celular da vítima, os policiais começaram a indagá-lo. Em seguida, o suspeito resolveu confessar o crime e mostrou o local onde tinha ocultado o corpo, que foi em um poço de uma propriedade rural localizada na Linha E, em Macapá", explicou o Delegado Dante.

Durante interrogatório, o suspeito Adriano Farias Pureza, de 34 anos, confessou ser integrante de organização criminosa e disse que havia uma ordem de execução contra a vítima.

"O suspeito disse que identificou a vítima através da placa de sua moto. Ele fingiu que queria uma corrida e foi ao local do crime com a vítima. Lá, ele utilizou um terçado e um pedaço de madeira para executar a vítima. Em seguida, jogou o corpo no poço e folhagens e pedaços de madeira por cima, para dificultar a localização do cadáver", finalizou o Delegado Dante.

Os Delegados Alan e Dante informaram ainda que, as investigações continuam para apurar se há mais alguém envolvido no homicídio.

O suspeito, que já responde pelos crimes de homicídio e roubo, será indiciado pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e ocultação de cadáver.

O Delegado Dante já representou pela prisão preventiva do acusado, a qual foi deferida pelo Poder Judiciário. O acusado será encaminhado ao Iapen.
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