20/02/2021 às 13h22min - Atualizada em 20/02/2021 às 13h22min

Beatrice de Borges, a primeira mulher transgênero da Guarda Civil de Macapá/AP.

Após 21 anos atuando na corporação a servidora passou a ter o nome feminino tarjado no uniforme.

Da Redação
Foto: Reprodução/ Rede Amazônica
A servidora pública Beatrice de Borges de Alencar, de 50 anos, se tornou a primeira mulher transgênero no efetivo da Guarda Civil Municipal de Macapá.

"Agora a farda não tem mais aquele peso de uma armadura, de uma expressão que não me representava. Antes parecia que eu estava bem, mas eu não estava. Queria terminar o trabalho o mais rápido possível para ir para casa, porque eu não aguentava", relatou Beatrice. 

Em 2017 o Amapá instituiu a emissão da carteira de registro de identidade social para travestis e pessoas transexuais, permitindo com isso o uso do nome social em documentos e nos atos e procedimentos promovidos pela administração pública. 

Segundo Beatrice, o fato de ter adiado por muito tempo a mudança de gênero lhe causou problemas psicológicos, físicos e espirituais.



"Eu vim de família tradicional e antigamente era muito difícil para alguém se assumir assim. Eu fiquei adiando isso por muito tempo e começou a fazer muito mal para mim no psicológico, no físico e no espiritual. Eu sofri muito", desabafou.

Ainda segundo a guarda, ela ainda sente atração por mulheres, por isso, se considera uma mulher transgênero lésbica.

Com a sua história Beatrice espera motivar outras pessoas que não se identificam com o gênero que nasceram.
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