27/02/2021 às 14h39min - Atualizada em 27/02/2021 às 14h39min

Plano Amazônia 2021-2022

Foto: Romerio Cunha/VPR.
Minhas amigas e amigos da Amazônia, mais uma vez expresso minha satisfação em estar me dirigindo a vocês.

Quero falar com vocês sobre os trabalhos que o Conselho Nacional da Amazônia Legal. O conselho não para, pois proteger, preservar e desenvolver a Amazônia são atividades que tem que ser mantida constantemente.

Destaco aqui a fiscalização e a repressão aos ilícitos, um trabalho que foi ininterrupto. Todos os nossos integrantes, os nossos guerreiros das diferentes agencias governamentais, apoiados pelos militares das forças armadas, que integram o time da operação Verde Brasil 2, trabalharam de forma intensa e exitosa.

Como resultado desse grande esforço podemos destacar que o desmatamento ilegal foi reduzido em 19%, no período de 1º de junho de 2020 a 31 de janeiro de 2021.

Por isso estamos cada vez mais motivados para chegarmos ao ano de 2030 zerando o desmatamento ilegal, isso é uma obrigação, nacionalmente determinada, pelo nosso país, pelos nossos governos e, em particular, pelo governo do presidente Jair Bolsonaro em relação ao que foi estabelecido pelo acordo de Paris.

Alguns dias atras conduzi a 4ª Reunião do Conselho, a primeira de 2021. Nos reunimos em um momento de grande significado, pois no ultimo dia 11 de fevereiro comemoramos o primeiro aniversário da nossa criação, lembrando que a nossa grande tarefa é coordenar e acompanhar a implementação das politicas públicas relacionadas a Amazônia, sempre tendo como foco a proteção, a preservação e o desenvolvimento sustentável da região.

Nessa reunião com os ministros que integram o conselho apresentei o plano Amazônia 2021-2022. No final de abril está previsto o encerramento da operação Verde Brasil 2, coordenada com muito êxito pelo Ministério da Defesa, diante disso, o trabalho de fiscalização e apreensão de ilícitos ambientais, terá sua continuidade sem a participação especifica das forças armadas, que continuarão a dar o seu apoio nas atividades de inteligência, de comunicações e apoio logístico.

O nosso Plano Amazônia 2021-2022 está sendo implantado, exatamente, para orientar essa transição que ocorrerá com o encerramento do apoio das Forças Armadas na nossa atuação na Amazônia.

Os principais eixos que orientaram esse planejamento, a serem executados pelos diferentes órgãos que integram o conselho, são:
1.    Intensificar as ações de fiscalização nas áreas onde já observamos que ocorrem os maiores índices de desmatamento ilegal e que estão concentradas nos estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso e Rondônia;

2.    Estabelecer a importância de manter a efetividade dessa fiscalização;

3.    Atentar para a contenção dos ilícitos, conforme prevê a nossa legislação;

4.    Oferecer alternativas socioeconômicas a nossa população.

Todas essas alternativas tendo como base o uso da nossa biodiversidade, entrando na bioeconomia e, com isso, levando emprego e renda a cada um de vocês que vivem nessa imensa região do nosso país.

As agencias de fiscalização farão essa transição sem interrupção ou prejuízo da eficiência do trabalho que está sendo desenvolvido, por isso é extremamente importante seguir o planejamento que foi feito e que prevê a preparação de todos os envolvidos, que são equipes do Ibama, ICMBIO, Policia Federal, Policia Rodoviária Federal, INPE, Funai, Incra, todos esses órgãos possuem larga experiencia e expertise na fiscalização e combate aos ilícitos ambientais e fundiários.

Não ocorrerá as forças armadas saírem e ficar o vazio, não, as nossas agencias que trabalham constantemente, elas irão aprofundar esses trabalhos naquelas áreas que são mais suscetíveis a ocorrência de ilegalidade.

Tenho acompanhado o grande desafio de todos no enfrentamento dessa pandemia da covid-19, doença que nos tem trazido dor e sofrimento, muitos lares afetados. Lembro que existe uma corrida do mundo inteiro pela vacina e o nosso governo vem trabalhando incessantemente para oferecer a cada brasileiro e a cada brasileira a oportunidade de ser imunizado, logo estaremos retomando nossas vidas com paz e segurança, pois a saúde, além de ser um direito de todos, é nosso bem maior.

Enquanto não formos todos vacinados, lembro que temos que seguir as recomendações sanitárias do Ministério da Saúde, com atitudes simples que podem evitar ou minimizar a proliferação da doença. Vamos higienizar as mãos, usar a máscara, manter o distanciamento para evitar as aglomerações, essas pequenas praticas no nosso cotidiano podem salvar muitas vidas.

Fico por aqui, um forte e fraterno abraço para todos e todas.

Até semana que vem

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