28/02/2021 às 12h47min - Atualizada em 28/02/2021 às 12h47min

A partir dessa edição o A Gazeta inaugura o seu editorial, que sairá nas edições de domingo. O editorial irá retratar a principal notícia da semana. Estaremos vigilantes para denunciar os desmandos no Amapá.

Foto:Reprodução
O homem é o lobo do homem

As lentes deste veículo registram com um invariável turbilhão de momentos repetitivos, como se uma fábrica estivesse a produzir peças em série. Mas no caso do Amapá, as peças fictícias são comportamentos desabonadores, que empurram a sociedade amapaense a um estado de extrema pobreza, atraso tecnológico, educacional e uma entubada saúde pública que não sai do coma por décadas.

Se um povo não recebe educação qualitativa e a sua maior preocupação é com a barriga, evidentemente que o cérebro passa a ser secundário. Estamos nas ruas desde 2001, portanto há exatos 20 anos, o que testemunhamos é uma série histórica de episódios policiais envolvendo autoridades locais. Cadeia, impunidade, cumplicidade envolvendo personalidades que andam pelos corredores do poder com aparência externa de autoridade, mas no íntimo sabem que são ladrões, que usurpam o dinheiro público e que por ondem passam o rastro de lama sinaliza sua trajetória de criminoso.

A política, ciência que estabelece em seus conceitos as saídas para os problemas da sociedade através de debates ideológicos de alto nível, no Amapá sequer tem pálida aparência disso. Aqui serve para empoleirar ladrões, empoados pelas suas cretinices e indisfarçada arrogância, natural daqueles imbecis que pensam que tudo na vida é tão somente poder e dinheiro.

Aquele que deveria legislar em prol do coletivo, advoga amealhando de forma desonesta dinheiro para si e os seus. A coisa é feita de forma tão escancarada que fica claro que nada e nem ninguém pode questionar suas atitudes nefastas ao erário. Então esse elemento, comprovadamente ladrão, é guindado ao cargo de Conselheiro de Contas. Não! E não para por aí, Preside a Casa. Ele é quem tem o condão de fiscalizar os gestores públicos, então literalmente temos a raposa tomando “conta” do galinheiro.

Óbvio que nada acontece se não houver cumplices, e onde estão esses asseclas do senhor Michel Houat Harb? Na sua família, no Palácio do Setentrião, na Assembleia Legislativa e no Tribunal de Justiça. Quem são? Vamos ver quem vai colocar a carapuça, e ai todos saberão. Aguardamos registrando nas lentes deste jornal os piores indicadores econômicos e sociais do Brasil.

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