10/03/2021 às 16h32min - Atualizada em 10/03/2021 às 16h32min

Após viagem a Israel, Brasil anuncia parceria para testar spray nasal

Anúncio foi feito por assessor especial da Presidência. Ainda não foram indicadas datas para início dos testes em território brasileiro

Com informações Metrópoles
Foto: Reprodução/Twitter/Ernestofaraujo
O governo brasileiro fechou acordo para testar a segunda e a terceira fases do spray nasal EXO-CD24 no Brasil. A informação foi antecipada pelo assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Filipe G. Martins, no Twitter.

Martins integrou a missão diplomática brasileira enviada a Israel no último sábado (6/3) para o conhecer o spray, que está sendo estudado para tratamento da Covid-19. A comitiva enviada ao país foi composta por 10 pessoas e chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

O medicamento é a nova aposta do governo federal para o combate à Covid-19 — o composto ainda não tem eficácia comprovada contra a doença causada pelo novo coronavírus. A medicação, desenvolvida pelo Centro Médico Ichilov de Israel, originalmente foi apresentada para combater o câncer de ovário.

“Abrimos o caminho para que o Brasil seja o principal parceiro na 2ª e na 3ª fase dos testes do EXO-CD24, bem como no desenvolvimento, aprimoramento e produção deste spray nasal que vem se mostrando muito promissor no tratamento de casos graves de Covid-19”, escreveu Filipe Martins.

Ainda não foram indicadas datas para início dos testes do spray em território brasileiro.

Na primeira fase de testes, a substância EXO-CD24 foi administrada a 30 pacientes cujas condições eram moderadas ou piores, e todos os 30 se recuperaram — 29 deles em três a cinco dias.

O estudo conduzido em Israel foi preliminar e não comparou a droga a um placebo. Também não esclareceu a idade dos envolvidos no experimento. Por isso, ainda são necessários mais testes para comprovar a eficácia da droga contra o novo coronavírus.

Outros acordos

Segundo o assessor especial, também foi assinado um acordo de cooperação com o Instituto Hadassa nos testes do medicamento Allocetra, para casos moderados e graves da Covid-19.

Martins ainda anunciou que será estabelecido um grupo de trabalho com o Instituto Weizmann para a cooperação em mais de 65 linhas de pesquisas na área de enfrentamento à pandemia, incluindo tecnologias de testagem, de previsão de tendências na propagação do vírus, de medicamentos e de vacinas.

Vacinas

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também acordou com o governo israelense o compartilhamento de dados sobre o uso da vacina da Pfizer/BioNTech em Israel. Além das doses da Pfizer, o país também contou com vacinas da Moderna. Segundo o assessor internacional do Planalto, a iniciativa tem a finalidade de garantir maior segurança para os brasileiros que optarem por se vacinar.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente o registro definitivo do imunizante da Pfizer. No entanto, o governo brasileiro ainda negocia a aquisição de doses da vacina da farmacêutica norte-americana.

 

 

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