14/06/2019 às 18h00min - Atualizada em 14/06/2019 às 18h00min

Servidores do TJAP dão exemplo de generosidade no Dia Mundial do Doador de Sangue

A doação de sangue é prática rotineira de servidores do Poder Judiciário do Amapá

TJAP
O Dia Mundial do Doador de Sangue é comemorado anualmente em 14 de junho, homenageando a todos os doadores de sangue e conscientizando os não-doadores sobre a importância deste ato. (TJAP)

O Dia Mundial do Doador de Sangue é comemorado anualmente em 14 de junho, homenageando a todos os doadores de sangue e conscientizando os não-doadores sobre a importância deste ato. Responsável pela salvação de milhares de vidas, a doação de sangue é prática rotineira de servidores do Poder Judiciário do Amapá, que este ano aproveitaram para incentivar seus colegas e familiares sobre este exercício de solidariedade. Nesta reportagem especial conheça algumas histórias repletas de humanidade. 

Nos últimos seis anos a bibliotecária Andréa Maia de Azevedo, da Seção de Biblioteca e Divulgação do TJAP, vinha seguindo uma rotina de frequência ao Hemocentro do Maranhão, estado onde morava até o início deste ano. Uma campanha de incentivo a esta prática lhe sensibilizou quando ainda era acadêmica da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Aprovada no último concurso da Justiça do Amapá, realizado em 2014, a servidora tomou posse recentemente e mudou-se para o Amapá, onde pretende continuar como doadora.

 

Para o servidor Franklin Augusto Amaral de Mendonça, lotado no Departamento Financeiro do TJAP, que doa sangue há 10 anos, a decisão de fazer parte deste exército de compaixão pelo próximo teve um motivo familiar. “Tudo começou quando meu pai, João Mendonça, foi acometido de uma grave doença, o câncer. Foi quando eu e minha irmã Francinara entramos em contato com esta situação de necessidade que atinge centenas de pessoas. Nosso pai faleceu, mas continuamos a doar sangue regularmente”, relata. Franklin vai ao Hemocentro do Amapá a cada quatro meses espontaneamente.

 

O pai também foi inspiração para o servidor Aloísio Menescal, jornalista lotado na Assessoria de Comunicação do TJAP, doador de sangue há 15 anos. “Meu pai era doador frequente, então meu exemplo veio de dentro de casa. Quando percebi que também podia ajudar, me ofereci logo. Já fui mais frequente, mas quero voltar a doar sempre. Também sou doador de plaquetas, que depende do calibre da veia da pessoa, e acabei de me cadastrar para doar medula óssea. Também sou doador de órgãos declarado”, explicou Aloísio.

 

Emília Chaves, é analista judiciária lotada na 3ª Vara da comarca de Laranjal do Jari. A servidora foi doadora de sangue dos 18 aos 37 anos, mas em 2017, ao ser diagnosticada com câncer, precisou suspender as doações. “Em minha última doação de sangue, antes de adoecer, sem fazer ideia de que seria a última, tive a oportunidade de levar meu filho, Rafael Chaves, para fazer a primeira doação dele”, conta Emília.

 

E nunca é tarde para começar, que o diga Joudson Medeiros de Oliveira, servidor do Departamento Financeiro do TJAP, que doa sangue há um ano. Joudson também veste a camisa em favor da vida e afirma: “Comecei a doar sangue com objetivo de ajudar a quem precisa e salvar vidas”.

 

E a campeã do grupo de doadores do TJAP é Aurora Palmerim, colaboradora da Justiça do Amapá e doadora de sangue há mais de 30 anos. Após retirada precoce de um órgão, Aurora foi aconselhada pelo médico a doar sangue para que não fosse necessário tomar hormônios ainda tão jovem. Hoje aos 62 anos ela se orgulha de fazer o bem por meio das doações. “Muitos colegas de trabalho e amigos eu pude atender nesses momentos de dificuldade. Faço de coração e com amor”, disse Aurora.

A data em homenagem aos doadores de sangue foi criada por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2014, e se refere ao nascimento do imunologista austríaco Karl Landsteiner (1868 - 1943), descobridor do fator Rh e de várias diferenças entre os diversos tipos sanguíneos.

Uma bolsa com 450 ml de sangue doado pode salvar até três vidas. O produto é desdobrado em hemácias, plaquetas e plasma, entre outros subprodutos. Mesmo com esses dados tão relevantes, menos de 2% da população brasileira doa sangue regularmente.

No Brasil, o doador pode acompanhar o volume de sangue disponível em cada um dos 32 hemocentros do Brasil, por meio de aplicativo chamado Hemoliga, que conecta o doador com hemocentros. A partir dos 16 anos a pessoa é considerada fisicamente apta a doar, desde que cumpra os requisitos básicos. No caso dos menores de 18 anos, estes precisam ainda de autorização dos pais ou responsáveis.

Reposto pelo organismo rapidamente, o sangue doado é suficiente no corpo humano para ser compartilhado de forma saudável, uma vez que o volume doado começa a ser reposto no organismo 24h após a doação. Para o homem, o plasma é renovado em até 72 horas; os glóbulos vermelhos em aproximadamente quatro semanas e o estoque de ferro em oito semanas. Para a mulher, o estoque de ferro chega a ser renovado em aproximadamente 12 semanas.

A OMS recomenda que pessoas abaixo de 50 kg não podem doar sangue, considerando que o volume total de sangue a ser doado não pode passar de 8 ml/kg de peso para as mulheres e 9 m/kg de peso entre os homens. Sendo assim, para doar até 450 ml (uma bolsa), mais os 30 ml necessários para a realização dos exames laboratoriais exigidos por lei, a pessoa não pode ter menos de 50 kg.


Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »