23/05/2021 às 12h00min - Atualizada em 23/05/2021 às 12h00min

Moda x Sustentabilidade: quais são as tendências de consumo atuais?

Para fabricar apenas uma calça, mais de cinco mil litros de água são utilizados. Preocupados com o meio ambiente, consumidores deixam o “fast fashion” de lado e investem na tendência de moda circular

DINO
https://emige.it/


De acordo com pesquisa realizada pelo Google, todos os anos, o setor de varejo da moda movimenta R$ 150 bilhões ao redor do mundo. O valor demonstra uma produção acelerada e um mercado aquecido e em expansão. Ainda assim, não é somente o setor financeiro que é impactado pelas ressonâncias do mercado da moda: o meio ambiente também é influenciado indiretamente.

De acordo com dados disponibilizados pela ABIT, Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção, todos os anos 175 mil toneladas de resíduos têxteis são descartados de forma prejudicial ao meio ambiente, uma vez que tem como destino o lixo comum. 

O impacto é significativo, principalmente no volume de lixo produzido: de acordo com o Pnuma, Programa da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o resíduo urbano deve aumentar de 1,3 bilhão de toneladas para 2,2 bilhões até o ano de 2025.

A água também é utilizada em demasia para a produção de novas peças. Um estudo realizado pela Vicunha Têxtil em conjunto com o Movimento ECOERA calculou que para fabricar apenas uma calça, mais de 5 mil litros são utilizados.

Novas tendências

Seja por estilo, preferência ou preocupação com meio ambiente, é fato que a tendência “second hand” se acentua: a indústria de resgate de roupas usadas já cresce mais do que a de luxo, de acordo com a CNDL, Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. O fato é sustentado pelo número de compras: entre 2018 e 2019, 60% dos consumidores adquiriram algum item de segunda mão por intermédio dos brechós. 

Entre as análises, é possível constatar que a difusão do mercado se deu graças à tecnologia: atualmente, a venda acontece por intermédio da mesma 69% das vezes. Assim, a EMIGÊ.it viu uma oportunidade.

Diego Mazon, sócio-fundador da EMIGÊ.it, diz que a marca nasceu com dois propósitos. O primeiro deles é a democratização da moda. “Queremos que todas as mulheres tenham acesso a grandes marcas. Os valores das peças reduzem seu preço original em até 90% ao chegarem à nossa loja. Isso, é claro, não tira nenhum pouco da qualidade: temos uma curadoria rigorosa e prezamos pela qualidade de cada peça”, explica Diego. 

Outro ponto importante para a marca é a sustentabilidade: “a cada peça comercializada na EMIGÊ conseguimos reduzir 80% do impacto gerado na sua produção. Em poucos meses de atividade já evitamos que 2 toneladas de carbono fossem emitidas na atmosfera, valor equivalente a 300 árvores por um ano, economizando 1,5 milhão de litros de água, o equivalente ao consumo de 2 mil pessoas por um ano”, explica.

Com a proposta de educar sobre o impacto da indústria têxtil no Brasil e no mundo e movimentar a economia local com peças que estão paradas, a EMIGÊ.it se inspira na economia circular. 

Para saber mais sobre a loja e sobre a moda circular, basta acessar: https://emige.it/

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