25/06/2019 às 16h00min - Atualizada em 25/06/2019 às 16h00min

Ciclo do Marabaixo encerra com derrubada de mastros e escolha de festeiros

Programação iniciou no dia 20 de abril e encerrou no domingo, 23, com uma série de atividades. Evento recebeu apoio do governo do Estado.

Portal Amapá
Último dia de Ciclo do Marabaixo 2019 no grupo Raimundo Ladislau, em Macapá. (Gabriel Penha/Seafro)
Com um misto de gostinho de quero mais e de certeza do dever cumprido, chegou ao fim o Ciclo do Marabaixo 2019, no domingo, 23. O último dia de programação movimentou os quatro barracões da área urbana de Macapá: Raízes da Favela (Dica Congó), no Centro; Berço do Marabaixo (Gertrudes Saturnino), no Santa Rita; Marabaixo do Pavão, no Jesus de Nazaré; e Raimundo Ladislau, no bairro do Laguinho.
 

O chamado “Domingo do Senhor”, o domingo após a celebração de Corpus Christi, marca o último dia do Ciclo. É nesta data que acontece a derrubada dos mastros nos barracões e são anunciados os festeiros no ano seguinte. No sábado, 22, a programação aconteceu na comunidade de Campina Grande, na região rural de Macapá.

As caixas rufaram desde o fim da tarde e como não poderia deixar de ser, foram servidos o tradicional caldo e a gengibirra, para animar e dar energia aos marabaixeiros. Representando o Governo do Amapá, o titular da Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescendentes (Seafro), Aluizo de Carvalho, percorreu os barracões e falou da importância do apoio do Estado para a realização do Ciclo do Marabaixo, que investiu R$ 130 mil no evento, recurso que foi dividido igualmente entre os grupos realizadores.

 

“Mesmo em um momento de crise e de cortes de gastos, o govenador Waldez Góes teve a sensibilidade e cumpriu o papel institucional de valorizar e apoiar nossa maior manifestação cultural. Agora, cabe a cada um de nós, nos apoderar dessa cultura e contribuir para seu fortalecimento e valorização”, discursou Carvalho.

Em novembro de 2018, o marabaixo foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

No bairro do Laguinho, a festeira Laura Ramos, do grupo Raimundo Ladislau, disse que o tom era de despedida, mas a certeza era de ter dado a contribuição para o fortalecimento do marabaixo através da realização da extensa programação do Ciclo.

 

“Abrimos as portas da associação, para que o povo pudesse ver e conhecer o que é o nosso marabaixo. O Ciclo chega ao fim, mas a nossa manifestação cultural é permanente”, emociona-se Laura.

Marcados pelo culto ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade, os festejos iniciaram no Sábado de Aleluia, em 20 de abril, e se encerram no Domingo do Senhor, primeiro domingo após a celebração de Corpus Christi. Na vasta programação, missas, ladainhas, retirada dos mastros pelos grupos, bailes e jantares e demais rituais que se encerram com as derrubadas dos mastros.


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