25/06/2019 às 20h00min - Atualizada em 25/06/2019 às 20h00min

‘Junho Verde’ apresenta formas de explorar recursos naturais sem degradar o meio ambiente

Mesa redonda buscou mostrar como promover o desenvolvimento econômico com tecnologias sustentáveis.

Portal Amapá
O pesquisador da Embrapa, Silas Mochiutti, falou sobre o manejo sustentável de açaizais nativos em áreas de várzeas. (Irineu Ribeiro/Secom)

O penúltimo dia de programação do ‘Junho Verde’ abordou temas relativos ao desenvolvimento econômico sem degradar o meio ambiente se utilizando de tecnologias sustentáveis para a produção agrícola. O assunto foi tratado nesta segunda-feira, 24, numa mesa redonda, que ocorreu pela manhã no auditório da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), em Macapá. À tarde, as discussões continuam sobre tecnologias de energias renováveis no mesmo local.

“O Amapá precisa explorar melhor o que temos em nosso ambiente. E é mais do que necessário abrir este leque de debates com a sociedade para esclarecer isso e mostrar como podemos trabalhar esses recursos naturais sem degradar o meio ambiente”, destacou o secretário de Estado do Meio Ambiente (Sema), Robério Nobre.

 

Um dos temas da mesa redonda detalhado pelo professor e pesquisador da Embrapa, Silas Mochiutti, foi sobre o “Manejo sustentável de açaizais nativos em áreas de várzeas”. Ele evidenciou que a região tem grande potencial, mas ainda se necessita de um trabalho para entrar nas mais diversas vertentes do mercado.

“O açaí é um produto muito forte, mas precisamos formar uma cadeia em que a qualidade do fruto seja indiscutível e que nossa produção seja constante. Atualmente conseguimos manejar e cultivar somente 4% das áreas de várzea e isso ainda é pouco, ou seja, temos uma riqueza pouco utilizada ainda”, declarou.

Outro tema abordado na programação da manhã foi “Agronegócio e sustentabilidade: o desafio do equilíbrio”, um dos pontos mais emblemáticos de todo o sistema de produção que envolve o meio ambiente. Ele foi apresentado pelo pesquisador e palestrante, João Shimada, que mostrou a amplitude do agronegócio e as maneiras de chegar ao equilíbrio com a natureza.

 

“Esse equilíbrio envolve vários fatores e, assim, chegamos à estabilização entre agronegócio e sustentabilidade, quando conseguimos transformar as ações do agro na forma socioeconômica para uma comunidade e inserido esse grupo nas ações de trabalho para ter sustentabilidade”, explicou João Shimada.    

Além desses dois temas a mesa redonda ainda abordou as temáticas do “Projeto integração lavoura, pecuária e floresta” e “Manejo florestal e extrativismo”.

 


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