07/06/2021 às 17h00min - Atualizada em 07/06/2021 às 17h00min

Rogério Caboclo nega acusação de assédio e diz que voltará a presidir CBF

Caboclo ainda negou informações que circularam nos últimos dias sobre um boicote à Copa América e uma possível troca na comissão técnica da seleção.

Com informações poder360
Foto:Lucas Figueiredo/CBF

Rogério Caboclo, presidente afastado da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) depois de acusação de assédio feita por funcionária, afirma que é inocente e que voltará a presidir a confederação.

Em entrevista à ESPN, publicada nesta 2ª feira (07.jun.2021), ele evitou entrar em detalhes sobre a acusação, mas disse que tem “certeza absoluta” que conseguirá provar  sua inocência. “Não há dúvida nenhuma de que voltarei [à presidência da CBF]”, acrescentou o dirigente, que foi afastado por 30 dias depois de decisão da Comissão de Ética da entidade.

Caboclo ainda negou informações que circularam nos últimos dias sobre um boicote à Copa América e uma possível troca na comissão técnica da seleção. “Os jogadores nunca falaram em boicotar a Copa América, em nenhum momento isso aconteceu. E eu nunca quis trocar o Tite, a comissão técnica. Nós estaremos todos juntos na Copa de 2022, e para vencer”, assegurou.

Nesta 2ª feira (07.jun), os jogadores da seleção brasileira de futebol decidiram disputar o campeonato, segundo antecipado pelo Globo Esporte.

Mesmo concordando em participar do torneio, os jogadores devem divulgar um manifesto criticando a organização da CBF. O texto deve ser apresentado na 3ª feira, após a partida contra o Paraguai pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Eles também exigem a manutenção do técnico Tite à frente da seleção. Caso o técnico caia, os atletas não participarão da Copa, que tem início marcado para domingo (13.jun).

Segundo publicado pelo Globo Esporte, Rogério Caboclo, antes de ser afastado da presidência, teria assegurado ao governo federal que trocaria o técnico Tite por Renato Gaúcho.

 

ACUSAÇÃO DE ASSÉDIO

Segundo funcionária da CBF, o então presidente Rogério Caboclo a teria constrangido em viagens e reuniões de trabalho, inclusive na presença de diretores da confederação. Ela detalha o dia em que Caboclo perguntou se ela se “masturbava”, depois de sucessivos comportamentos abusivos. Diz ainda que ele tentou forçá-la a comer um biscoito de cachorro, chamando-a de “cadela”.

Em áudio revelado pelo Fantástico, Caboclo teria insistido em falar sobre sua vida sexual com a funcionária e feito perguntas sobre a vida íntima dela. Ela teria se recusado a responder. Leia aqui a transcrição do áudio.


Notícias Relacionadas »
Comentários »