26/06/2019 às 12h00min - Atualizada em 26/06/2019 às 12h00min

‘Junho Verde’ encerra atividades falando de mudanças climáticas

Fórum Amapaense discutiu a Amazônia 4.0 no encerramento da programação, que aconteceu no período de 10 a 25 de junho, com palestras e debates.

Portal Amapá
Robério Nobre, quer mostrar que mesmo com as mudanças climáticas não pode haver um subdesenvolvimento. ( Irineu Ribeiro)

A contribuição para o aperfeiçoamento de políticas públicas foi o ponto principal da reunião do Fórum Amapaense de Mudanças Climáticas, que encerrou a programação do “Junho Verde”, onde foram debatidos assuntos como Amazônia 4.0 – A bioeconomia em favor do desenvolvimento da Amazônia, e as alternativas de desenvolvimento através da biodiversidade. O encontro, coordenado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), contou com a participação de representantes governamentais e não governamentais.

De acordo com o titular da Sema, Robério Nobre, o intuito é criar uma nova imagem para o fórum, e mostrar que mesmo com as mudanças climáticas não pode haver um subdesenvolvimento.

“As modificações do clima vêm para que possamos ter consciência de como realizar um processo de desenvolvimento que agregue uma responsabilidade ambiental, e é o que evidenciamos neste fórum”, destacou.

Um dos palestrantes do encontro, o biólogo Ismael Nobre, falou sobre as mudanças repentinas de clima na região amazônica.

“Existe uma transformação em curso no clima da Amazônia, e isso tem provocado secas e enchentes, mas, nós precisamos nos adaptar e seguir o processo em busca do desenvolvimento com equilíbrio, pois, um dos responsáveis pelas mudanças é o desmatamento, e, em seguida, as queimadas”, pontuou.

O encontro mostrou que nas últimas décadas, a Amazônia tem experimentado condições climáticas mais extremas, como o prolongamento da estação seca e de sua intensidade. Além disso, a precipitação ficou mais forte na estação chuvosa, mas diminuiu em média nas regiões sul e sudeste da bacia amazônica. Os estudos mostram que as ocorrências de secas e enchentes, antes registradas em intervalos de 20 anos, atualmente acontecem a cada 4 anos.

“Temos um resultado positivo de todas as atividades e ressaltamos que o meio ambiente é um dos caminhos para o desenvolvimento do Estado, e foi isso que mostramos nos diversos exercícios no decorrer do mês. Nosso objetivo foi mostrar que o meio ambiente necessita ser utilizado com responsabilidade, e, isso, nós fizemos”, finalizou.


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