28/06/2019 às 16h00min - Atualizada em 28/06/2019 às 16h00min

Central de Conciliação do Fórum de Macapá realiza 2ª Oficina de Parentalidade de 2019

As oficinas promovem uma prevenção à dissolução da estrutura familiar e das referências específicas que pais e mães têm sobre seus filhos.

TJAP
A Justiça do Amapá realizou a 2ª Oficina de Parentalidade de 2019. (TJAP)

A Justiça do Amapá realizou a 2ª Oficina de Parentalidade de 2019. A ação ocorreu na Central de Conciliação do Fórum de Macapá e reuniu cerca de 20 profissionais (entre servidores, colaboradores voluntários, estagiários e estudantes de Direito), que atenderam 120 pessoas (pais, mães e filhos). As oficinas promovem uma prevenção à dissolução da estrutura familiar e das referências específicas que pais e mães têm sobre seus filhos.

A coordenadora da Central de Conciliação da Comarca de Macapá, juíza Stella Simonne Ramos, explicou que a Oficina de Parentalidade é uma das ferramentas que as centrais de conciliação utilizam para oferecer um suporte complementar às varas de família e juizados de infância e juventude, na prestação jurisdicional. “Esta edição da oficina trata principalmente de processos originados nas quatro varas de família da comarca de Macapá, envolvendo famílias em vias de separação ou disputa por guarda dos filhos”, explicou.

Nessas atividades, as famílias são organizadas em quatro grupos (pais, mães, crianças e adolescentes), que passam por palestras, debates e outros conteúdos específicos para que todos possam compreender melhor a importância da estrutura familiar e da criação e desenvolvimento saudável dos filhos.

“Cada família foi indicada pelos juízes das varas de origem de seus processos, recebendo nosso convite para participação e para serem atendidas por todos os colaboradores que contribuem para a realização da Oficina”, complementou a magistrada, acrescentando que “a equipe merece este reconhecimento, pois, com muito esforço e dedicação emprestou suas habilidades e conhecimentos para a ação”. Entre os colaboradores há psicólogos, assistentes sociais, advogados e estudantes de Direito.

De acordo com a desembargadora Sueli Pini, presente na ação, a Oficina de Parentalidade auxilia na prestação jurisdicional e agrega valor à atividade. “Estas 120 pessoas recebidas hoje no Fórum de Macapá, cerca de 40 famílias, estão rompendo uma relação conjugal e este é um momento que desencadeia uma série de demandas à Justiça”, explicou. “Os juízes de família têm percebido que todas essas disputas geram desgaste emocional grande em todos os envolvidos, muitas vezes atrapalhando a tramitação processual de demandas movidas por elas mesmas, inviabilizando inclusive composições e acordos, que seriam a melhor solução”, complementou a magistrada.

“A Oficina da Parentalidade não é uma invenção nossa, mas de uma juíza do interior de São Paulo. Nós trouxemos esta experiência e adaptamos para nossa realidade, preparando pais e mães para enfrentar o desafio de disputar patrimônio, guarda de filhos, preparando todos para estabelecer um diálogo que possa levar a um resultado mais construtivo”, concluiu a desembargadora Pini.

A mediadora Lidiane Almeida, do Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição do Ministério Público do Amapá (MP-AP), participou da programação ministrando palestra para um grupo de pais e mães, alguns submetidos a medidas protetivas, que passam por processos de separação e divórcio e que têm filhos. “Nos processos de separação ocorre, com muita frequência, a alienação parental, quando um dos pais busca afastar a criança do outro, produzindo riscos para seu desenvolvimento social e psíquico”, revelou a mediadora.

“A Oficina serve para ajudar todos a compreender e administrar melhor esses conflitos, aprimorando a convivência com essa nova situação, de manter e permitir uma relação parental com seus filhos”, defendeu Lidiane, que acrescentou: “não existe ex-pai, ex-mãe ou ex-filho, esta relação é para sempre”.


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