28/06/2019 às 20h00min - Atualizada em 28/06/2019 às 20h00min

Casamento na comunidade do TJAP celebra união de 17 casais no IAPEN

Pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, Valmir Silva de Oliveira destacou que o casamento no IAPEN é uma demonstração que não há barreiras quando se quer constituir uma família.

TJAP
A cerimônia civil é uma realização do TJAP, por meio do Programa Casamento na Comunidade, em cooperação com o Cartório Jucá Cruz e a Igreja Universal do Reino de Deus. (TJAP)

Há quem diga que o amor é capaz de superar qualquer obstáculo. Este argumento nunca foi tão verdadeiro quanto na vida de 17 internos do Instituto de Administração penitenciária do Amapá (IAPEN), que oficializaram a união matrimonial. Desse total, 16 estão na ala masculina e oficializaram a união com as esposas que vivem em liberdade. A única exceção é Roselba da Silva Rodrigues, ressocializanda da ala feminina que há quase três anos conheceu Dielson Miranda dos Santos, que vive fora dos muros da penitenciária.

 “Mesmo cumprindo minha pena, estou realizando um sonho”, resumiu a noiva. 

A cerimônia civil é uma realização do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), por meio do Programa Casamento na Comunidade, em cooperação com o Cartório Jucá Cruz e a Igreja Universal do Reino de Deus.

Para o coordenador do programa, juiz Fábio Santana “este é o momento mais especial para todos, o casamento no IAPEN, que vem para regularizar a vida das pessoas que, mesmo na condição de internos não deixam de ser cidadãos”.

 

Pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, Valmir Silva de Oliveira destacou que o casamento no IAPEN é uma demonstração que não há barreiras quando se quer constituir uma família. “Sabemos que muitos entraram aqui porque cometeram um delit, mas nunca é tarde para buscar Deus e recomeçar a vida. O casamento é o melhor momento para firmar este propósito”, afirmou.

 

E se por trás de cada relacionamento existe uma história, não poderia ser diferente para Maria do Socorro que conheceu Waldson José Narciso quando visitou o presídio de Oiapoque há três anos e meio. “Larguei tudo em Belém e passei a me dedicar a esse amor que agora se fortalece ainda mais com o nosso casamento”, disse Socorro.

“Agradeço a Deus por ter colocado ela na minha vida e quando sair daqui quero curtir cada momento ao lado dela”, afirmou Waldson.


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