20/07/2021 às 15h24min - Atualizada em 20/07/2021 às 15h24min

Pastor é indiciado no Amapá por assédio sexual contra fiéis e por possuir pornografia infantil em seu celular

Em interrogatório, o pastor negou as práticas delitivas, mas reconheceu que mantém relacionamentos rápidos com frequentadoras da igreja.

Polícia Civil
Foto: Polícia Civil
A Polícia Civil do Amapá, por meio da Delegacia de Infância e Juventude de Santana, indiciou um pastor evangélico de 44 anos de idade, pelos crimes de assédio sexual e adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. 

De acordo com o Delegado Ruben Neves Júnior, duas adolescentes, de 15 e 17 anos de idade, registraram boletim de ocorrência alegando que o pastor utilizava seu posto na entidade religiosa para obter favores sexuais das fiéis, tendo sido retiradas das atividades da igreja por não cederem às suas investidas.

“As denúncias das adolescentes foram confirmadas por testemunhas, tendo, inclusive, uma delas dito que após ter revelado que era homossexual e procurado o pastor para desabafar sobre o assunto, passou a receber mensagens encaminhadas pelo indiciado com conteúdo sexual. A ex-companheira do pastor também relatou que ele mantinha relacionamentos com frequentadoras da Igreja”, disse o Delegado.

As identidades dele e das vítimas nao foram divulgadas pela Polícia.


O Delegado representou pela busca e apreensão na residência do do pastor, que deferida e cumprida. No local, foram apreendidos vários aparelhos eletrônicos, dentre os quais CPUs, aparelhos de telefone e HDs utilizados para guardar arquivos de mídia. No aparelho de telefone celular do pastor foram encontrados dois arquivos contendo imagens de crianças e/ou adolescentes mantendo relações sexuais, conforme laudo pericial.

Em interrogatório, o pastor negou as práticas delitivas, mas reconheceu que mantém relacionamentos rápidos com frequentadoras da igreja. Quanto ao material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes encontrados em um dos seus aparelhos de telefone celular, o pastor alegou que pode ter recebido os arquivos por meio do aplicativo de conversas WhatsApp e que se esqueceu de apagá-los.

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