23/07/2021 às 11h55min - Atualizada em 23/07/2021 às 11h55min

Mais de 40% da população vacinável de Macapá/Ap já recebeu a 1ª dose contra a Covid-19.

Os dados do Localiza SUS, do Ministério da Saúde, são alimentados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa)

Ascom/PMM
Foto: Ascom/PMM

Os dados do Localiza SUS, do Ministério da Saúde, são alimentados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), que é responsável pela vacinação contra a Covid-19 na capital amapaense, apontam que 44,01% da população vacinável da capital já recebeu a primeira dose da vacina contra o vírus. Dados coletados no dia 23 de julho.

No município, que concentra a maior população do Amapá, a vacinação acontece desde o dia 19 de janeiro e, além dos munícipes da área urbana, a Semsa atua fortemente na vacinação de comunidades ribeirinhas e tradicionais, quilombolas e demais grupos prioritários definidos pelo Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19.
 
“Avançamos na população em geral e, diariamente, estamos aplicando mais de 4 mil doses. A expectativa é que até sábado [24] a vacinação na capital chegue ao público de 26 anos. Com isso, nossa meta é que a partir do dia 27 de julho a Prefeitura de Macapá comece a utilizar o pré-cadastro para vacinar as pessoas de 18 a 25 anos”, avalia a secretária municipal de Saúde, Karlene Lamberg.
 
Desse total, 15,97% já completaram o seu ciclo de imunização com a segunda dose ou dose única dos imunizantes. Isso representa 55.358 pessoas já com a imunização completa. “Precisamos da colaboração da população para que fiquem atentos quanto ao prazo de aplicação da segunda dose da vacina, porque somente dessa forma conseguiremos avançar ainda mais na imunização”, destaca a subsecretária de Vigilância em Saúde, Nayma Picanço.
 
Grupos prioritários
A vacinação na capital começou pelo grupo prioritário, quando foram imunizados os profissionais e trabalhadores da saúde – que estão na linha de frente de combate aos casos de infecção por coronavírus  – , idosos, pessoas com comorbidades e demais grupos que apresentam uma maior vulnerabilidade caso ocorra a infecção por covid-19.
 
Nayma Picanço, explica que uma das estratégias adotadas pela Semsa foi a antecipação da segunda dose, que obedece às recomendações dos órgãos reguladores e também da bula de cada um dos imunizantes usados. “Dessa forma conseguimos aumentar o percentual de pessoas completamente vacinadas. Além disso, garantimos que a vacinação avance mais rapidamente para os demais grupos”, disse.
 
Vacinação nas comunidades tradicionais
Um dos grandes desafios da vacinação contra a Covid-19 em Macapá é a imunização das pessoas que moram longe do centro urbano e isso inclui comunidades tradicionais e ribeirinhas, quilombolas e moradores dos distritos que, em muitos casos, são locais de difícil acesso. Um dos exemplos é o arquipélago do Bailique, distrito a 142 km da capital, que é formado por oito ilhas e uma dezena de comunidades que, juntas, somam aproximadamente 13 mil moradores.
 
Por conta da dificuldade de acesso, que pode ser feita, em sua maior parte, por via fluvial, é necessário dispor de uma série de cuidados a fim manter o bom acondicionamento das vacinas e, com isso, evitar que elas estraguem.

“Neste tipo de ação tomamos todos os cuidados necessários, como o correto acondicionamento das vacinas e verificação constante da temperatura para que as equipes de vacinação envolvidas consigam cumprir a sua missão, que é imunizar a população”, destacou a secretária municipal de Saúde, Karlene Lamberg.
 
“Nossos agentes distritais são avisados com antecedência e passam a informação a todos os moradores para que, ao chegar com o imunizante, o processo de vacinação seja feito com celeridade. Como são lugares mais distantes e com um público menor, realizamos esse processo três vezes ao mês”, finaliza a secretária.
 
Já nas comunidades tradicionais e quilombolas, que geralmente ficam mais próximas à capital, a Semsa dispõe de equipes volantes que trabalham de domingo a domingo a fim de realizar a imunização da população destes locais.
 
Recebimento de doses
A execução e avanço da vacinação na capital depende, exclusivamente, do recebimento de lotes de doses que é feito pelo Ministério da Saúde, que entrega ao Estado e este faz o repasse aos municípios.
 
“Se não tiver o repasse semanal, não conseguiremos fazer a vacinação da população. Já estamos quase finalizando a quantidade de vacinas que recebemos na semana passada e por isso abrimos uma nova faixa etária com certa limitação. Caso baixe o quantitativo de doses recebidas, teremos que atrasar o calendário de vacinação”, afirma Nayma Picanço.
 
Vacinação dos +18
Nesta semana a Prefeitura de Macapá abriu o pré-cadastro para as pessoas de 18 a 25 anos, com o agendamento da vacinação de acordo com a sua faixa etária. A medida, além de agilizar o processo de vacinação, permitirá que a informação seja atualizada com mais rapidez. “Estamos recebendo um quantitativo de vacina que possibilita o avanço para novas faixas etárias e a previsão é que, até o fim de agosto, a Semsa finalize a vacinação das pessoas nesta faixa etária”, explicou Nayma.
 
Acesso à informação
Todas as informações referentes à vacinação contra a Covid-19 podem ser acessadas no Portal Coronavírus, hospedado dentro do site da Prefeitura de Macapá. Ele é atualizado constantemente e lá é possível acompanhar o avanço da vacinação na capital.
 
Além disso, a Semsa está trabalhando de forma mais célere a fim de disponibilizar as informações no sistema local e, também, do Sistema Federal. “Semanalmente estamos conseguindo inserir as informações de mais de oito mil fichas e a informatização da vacinação que acontecerá com as pessoas entre 18 e 25 anos permitirá que a informação seja atualizada em tempo real”, concluiu Nayma Picanço. 


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