28/07/2021 às 16h16min - Atualizada em 28/07/2021 às 16h16min

Ex-Funcionário de pet shop é indiciado por maus-trato a cão durante banho e tosa em Macapá/Ap

Acusado reconheceu que, quando colocou o animal sobre a mesa para tosar, usou mais força do que o necessário para contê-lo.

Polícia Civil
Foto: Arquivo Pessoal
Nesta terça-feira, 27, a Polícia Civil do Amapá, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (DEMA), concluiu inquérito policial e indiciou um homem que trabalhava em um pet shop de  Macapá, pela prática do crime de maus-tratos aos animais.

De acordo com a Delegada Lívia Pontes, no último dia 9, a tutora de três cães da raça shih-tzu, Lidiana Alves, de 49 anos, deixou os animais aos cuidados de um pet shop, localizado no Centro de Macapá, para serviço de banho e tosa. Dias depois, após notar uma mudança de comportamento por parte de um dos cães, ela pediu para ver as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento em questão e constatou que o seu animal de estimação havia sido agredido fisicamente por um dos funcionários do pet shop.

“A tutora do cão relatou que ele estava arredio, medroso e não queria se alimentar. Três dias depois, percebeu a existência de um nódulo no pescoço do animal, atrás da orelha, do tamanho de uma bola de tênis. Diante disso, decidiu procurar o pet shop a fim de averiguar as imagens do circuito interno de câmeras de segurança do local. A proprietária do estabelecimento disponibilizou o acesso a tais imagens, sendo que, ao analisá-las, ambas se surpreenderam com o cão sendo maltratado pelo indiciado, que apertava a cabeça do animal contra a mesa de procedimento”, explicou a Delegada.

Em interrogatório, o indiciado disse que fez a tosa do corpo do animal normalmente, porém, quando passou para cabeça, o cão ficou muito agitado, motivo pelo qual precisou segurá-lo um pouco mais firme. Reconheceu que, quando colocou o animal sobre a mesa para tosar, usou mais força do que o necessário para contê-lo, mas, alegou que agiu assim porque o cão estava mais agitado do que o comum, não tendo a intenção de machucá-lo.

O cão recebeu atendimento em uma clínica veterinária, tendo a proprietária do pet shop arcado com as despesas. O funcionário do pet shop foi demitido por justa causa.

O inquérito policial foi encaminhado ao Ministério Público para o oferecimento da denúncia.

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