30/07/2021 às 11h39min - Atualizada em 30/07/2021 às 11h39min

No Amapá, Polícia Federal indicia diretores da empresa LMTE

Segundo as investigações, eles teriam responsabilidade em manter ativo um transmissor reserva (backup), que até existia, mas estava sem manutenção há um ano.

Da Redação
Foto:Divulgação/Ministério de Minas e Energia
Três diretores da Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), que opera a Subestação Macapá, foram indiciados nesta quinta-feira (29) pela Polícia Federal, como sendo os responsáveis pelo apagão de 2020 em 13 municípios, que causou transtornos por 22 dias a milhares de amapaenses.

Eles foram enquadrados artigo 265 do Código Penal Brasileiro, que resumidamente diz: atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública: Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa. 

Segundo as investigações, eles teriam responsabilidade em manter ativo um transmissor reserva (backup), que até existia, mas estava sem manutenção há um ano. O inquérito foi enviado ao Ministério Público Federal (MPF).
“O indiciamento se deu em razão de a empresa ter sido omissa na manutenção do gerador reserva. Este apresentou defeito e ficou inativo por um ano e sem passar por reparo pela LMTE. Constatou-se que, entre o fim de 2019 e a data do fato, foram feitas várias programações para reparo no gerador em questão, mas em nenhuma delas houve de fato correção do problema”, informou a PF em nota.

Dinâmica 
No dia 3 de novembro de 2021, um incêndio no primeiro gerador causou o “apagão”. O fogo se desencadeou em uma peça conhecida como “bucha” e inativou o gerador 1 da principal subestação de energia do estado, localizada em Macapá.
O laudo realizado por peritos da Polícia Federal na peça, que foi enviada a Santa Catarina para uma empresa especializada nesse tipo de equipamento, não foi capaz de elucidar a causa do incêndio: se foi erro humano, sobrecarga, causa natural (raio, por exemplo) ou mesmo um ato criminoso. 

Quando o gerador um se incendiou, automaticamente o segundo deveria entrar em funcionamento para trabalhar em conjunto com o terceiro. Ocorre, como já citado, que o segundo gerador, por omissão da LMTE, estava danificado há cerca de um ano. Assim, apenas o terceiro gerador de energia ficou com toda a carga e terminou superaquecendo. Fato que gerou a interrupção de energia nos 13 municípios amapaenses.

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