31/07/2021 às 11h26min - Atualizada em 31/07/2021 às 11h26min

Samu registrou mais de 5 mil trotes no primeiro semestre de 2021 no Amapá

Chamadas falsas representaram 23% de todas as ligações recebidas pelo Samu.

Ascom/Gea
Foto: Maksuel Martins/Secom

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) registrou mais de 5 mil trotes de janeiro a junho de 2021, o número representa uma diminuição de 11% em comparação com o mesmo período de 2020, em que o Samu registrou mais de 5.600 ligações relatando ocorrências falsas.

Apesar da diminuição, os trotes ainda representam 23% de todas as 21 mil ligações recebidas pelo Samu neste ano, o que atrapalha o trabalho realizado pela unidade, já que as linhas ficam ocupadas enquanto os atendentes tentam diferenciar se a ocorrência é de fato verdadeira ou trote.

Segundo a coordenadora do Samu, Eberenice Ferreira, é provável que a diminuição das ligações esteja ligada, também, à suspensão das aulas presenciais, já que grande parte das ligações acontecia durante o horário escolar.

"Nosso trabalho de triagem também foi determinante para impedir que as nossas ambulâncias fossem enviadas  para essas ocorrências falsas. Usamos várias perguntas que dificultam a persistência das pessoas com o trote", ressaltou.

Eberenice ainda ressalta que é importante que os pais ou responsáveis orientem crianças e adolescentes sobre o trabalho desenvolvido pelo Samu e sobre as situações em que é necessário ligar para o serviço de emergência.
 

Como acionar o Samu

O usuário que necessitar do serviço do Samu deve ligar para o número 192 (ligação gratuita). As ligações são atendidas por telefonistas que anotam dados do local da demanda, emergência médica ou acidente. O caso, então, é repassado ao médico que faz a regulação médica, presta orientações relativas aos primeiros socorros e decide o tipo de ambulância a ser enviada.

Vale ressaltar que apenas e exclusivamente o médico de regulação, que fica na Unidade Central, tem autonomia para a liberação de ambulância da base para atender às ocorrências. Essa decisão não depende da base do Samu. Cada ambulância possui uma equipe composta por um condutor, um técnico em enfermagem, um enfermeiro e um médico.


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